3ª Fase do Ajuste Fiscal de Sartori ataca direitos e privatiza

sartori_3etapaO governo Sartori apresentou nesta sexta-feira (7), a terceira fase do seu ajuste fiscal. Nessa fase, o governo se dedica a atacar a Previdência dos servidores e a privatizar alguma empresas públicas.

Pelas informações que saem do Comitê Técnico que estuda soluções para crise financeira do Estado, a proposta de mudança no regime de previdência dos servidores públicos, consistiria em alterar a forma de contribuição. Pela regra atual, os servidores contribuem com 13,25% e o Estado com outros 13,25%. Pela proposta de Sartori, até o valor de R$ 4,6 mil o servidor e o Estado continuam contribuindo com os mesmos percentuais, a partir desse valor o Estado contribuirá com até 8,5% e o servidor com um percentual variável, de acordo com o cálculo atuarial que levará em conta dados como quanto cada um deseja receber na aposentadoria e qual o seu tempo de contribuição.

Solução para salários não preocupa Sartori

As possíveis soluções para o pagamento dos salários dos servidores, pelo jeito, não estão entre as principais preocupações do Governo. Em nenhum momento o governo toca no assunto. As propostas apresentadas pela oposição, como o aumento do limite de saque dos depósitos judiciais, não foram mencionados até agora pelo governo. Deputados e até membros do governo, dizem que Sartori não quer propor uma solução para o pagamento dos servidores, porque acha que, caso os salários não estejam atrasados, não será possível aprovar o aumento de impostos, que está previsto para próxima fase do “ajuste fiscal”. Ou seja, o Governo joga com a vida de milhares de servidores para alcançar seus objetivos: aumentar impostos e privatizar. O governo quer usar nossa mobilização contra nós mesmos. Pretende forçar os deputados a aprovarem um pacote fechado, onde pode estar, inclusive, ataques a direitos previdenciários.

As propostas apresentadas por Sartori, até agora, não apresentam nenhuma novidade. Britto, Rigotto e Yeda já tentaram privatizar as empresas públicas gaúchas, mexer na previdência dos servidores e aumentar impostos. Em maior ou menor grau, todos fracassaram. Sartori agora vai um pouco mais longe, confisca o salário dos servidores para fazer chantagem com os deputados e a população gaúcha e, assim, aprovar os seus projetos.

Veja abaixo os principais pontos do Projeto

– Extinção da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps)

– Extinção da Fundação Zoobotânica

– Extinção da Fundação de Esporte e Lazer do RS (Fundergs)

– Institui regime de previdência complementar para os futuros servidores públicos estaduais

– Altera regra que dispõe sobre tempo de serviço na Brigada Militar

Os servidores prometem muita mobilização e pressão sobre os deputados para a rejeição desses projetos. Para o diretor financeiro da UGEIRM, Cládio Wohlfahrt, que acompanhou na Assembleia Legislativa a entrega da terceira fase do ajuste fiscal, “os policiais não vão assistir passivamente a esse verdadeiro desmonte do serviço público. Não permitimos que Britto, Rigotto, nem Yeda destruíssem o serviço público gaúcho. Não permitiremos que Sartori o faça. No dia 18 vamos fazer uma grande Marcha em Defesa da Segurança Pública. Se for preciso, vamos parar o Rio Grande!”

Segunda Marcha Segurança Para Todos, no dia 18, será maior ainda!

Os policiais civis vão realizar, no dia 18 de agosto, a segunda Marcha Segurança Para Todos. No dia 7 de julho os trabalhadores da segurança pública realizaram uma mobilização histórica, quando ocuparam as ruas de Porto Alegre, mostrando o seu repúdio às políticas do Governo Sartori para a Segurança Pública. Agora, no dia 18, a promessa é de uma mobilização ainda maior. Para Isaac Ortiz, presidente da UGEIRM, “desde o dia 7 de julho, a situação só se agravou. Nossos salários foram parcelados. A LDO, que não prevê reajuste para os servidores, foi aprovada na Assembleia Legislativa. O PL206, que coloca em risco a implementação da Tabela de Subsídios da Polícia Civil, continua avançando. Então, nós não podemos dar outra resposta, nossa marcha do dia 18 será maior ainda! É nosso futuro que está em jogo”.

Os policiais se concentrarão a partir das 12 horas em frente ao Palácio da Polícia. De lá, partirão em Marcha até o Largo Glênio Peres, onde se juntarão aos outros servidores públicos para participar da Assembleia Unificada. Após a Assembleia, será realizado um Ato Público em frente ao Palácio Piratini