Apesar do governo, contra cheque sai com reajuste da Tabela de Subsídios

Foi divulgado nessa quarta-feira (29), o contra cheque da Polícia Civil, referente ao mês de novembro. Conforme a lei aprovada na Assembleia Legislativa em 2015, os salários já vieram com o reajuste referente à implantação da Tabela de Subsídios da Polícia Civil. Essa política de valorização dos trabalhadores da segurança pública, foi resultado de uma forte mobilização dos (as) Agentes que, através da UGEIRM, estabeleceu uma longa e exaustiva negociação com o governo Tarso Genro, culminando na aprovação do Projeto na Assembleia Legislativa. Por outro lado, desde o início do governo Sartori/PMDB, os reajustes estiveram ameaçados. O adiamento e, até mesmo, o cancelamento só não aconteceu devido à mobilização da categoria.

Vários integrantes do governo Sartori/PMDB, como o Secretário da Fazenda Giovane Feltes, já se declararam contrários à implantação da Tabela de Subsídios. Sempre que existe uma oportunidade, o governo utiliza a implantação da Tabela da segurança pública como argumento para o atraso de salários dos servidores públicos. Numa tentativa de responsabilizar os profissionais da segurança pública pela incompetência do governo, Sartori/PMDB e vários dos seus secretários insistem na mentira. O que está por trás dessa narrativa, é a vontade de inviabilizar a Tabela de Subsídios da segurança pública e criar argumentos para a assinatura do Regime de Recuperação Fiscal.

Até o governo Temer sabe que crise do RS é inventada

O governo Sartori/PMDB utiliza do argumento que o RS passa por sua maior crise da história, para atrasar os salários dos servidores e tentar inviabilizar os reajustes da segurança pública. No entanto, o próprio governo Temer/PMDB sustenta que a crise não é tão grave assim. Tanto que a equipe econômica do governo federal rejeitou o pedido do governo estadual para ingressar no Regime de Recuperação Fiscal da União. O argumento utilizado é de que a situação financeira do RS não justifica esse regime especial. Para isso, o estado teria que estar comprometendo 70% das suas receitas com a Folha de Pagamento dos servidores e o pagamento da amortização da dívida com a União. No momento, o RS utiliza 57% da sua receita com essas despesas. Ou seja, o governo não paga os salários em dia por que não quer. E ainda utiliza os reajustes da segurança pública para dizer que não tem dinheiro.

O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, afirma que “a UGEIRM vai se manter alerta até a última etapa da implantação da Tabela de Subsídios. Resistimos a todas as investidas do governo Sartori/PMDB até agora e vamos continuar resistindo. A Tabela de Subsídios é uma conquista da mobilização da categoria, nenhum governo vai conseguir nos tirar essa conquista”