Apoiar a greve dos professores é defender o serviço público

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Nesta segunda-feira (16), os professores da rede estadual de ensino, começaram uma greve por tempo indeterminado. As principais reivindicações são o fim do parcelamento dos salários, a manutenção do Plano de Carreira e do Difícil Acesso, o repúdio ao PL044, IPE solidário, reajuste imediato dos percentuais de 2015 e deste ano (8,13% e 11, 36% respectivamente), o pagamento do Piso e a regularização dos repasses para as escolas. O governo Sartori/PMDB já começou a greve desrespeitando o movimento. Na primeira reunião de negociação o Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, não compareceu, rompendo o compromisso que tinha assumido com os educadores.

Durante a reunião, o governo apresentou o mesmo discurso que tem adotado desde a sua posse. A  crise financeira, de acordo com o governo, impede o atendimento das reinvindicações dos educadores. Pelo visto, será uma greve dura para os educadores e o apoio das outras categorias do serviço público será fundamental. O governo, com certeza, jogará pesado com o movimento, com corte de ponto e retaliação aos grevistas. Porém, uma possível derrota da educação poderá fechar as portas para as reinvindicações de todo o funcionalismo público.

Antes da greve começar Governo Sartori/PMDB já mostra autoritarismo

A primeira atitude do governo Sartori/PMDB, ao ser informado da deflagração da greve dos educadores, foi anunciar o corte de ponto. Isso mostra qual é a postura desse governo com as reivindicações dos servidores. Antes mesmo de começar a negociação, já apresentou as ameaças e represálias. Com certeza, qualquer mobilização de servidores enfrentará uma forte dose de autoritarismo por parte do governo. Diálogo é uma palavra que ainda não entrou no vocabulário do governador Sartori/PMDB. Na única vez em que os servidores foram chamados para conversar, a reunião, na verdade, era uma palestra do governo para mostrar a dita crise das finanças do Estado.

Uma greve em defesa do serviço público

Os professores, nesse momento, se colocam na linha de frente do movimento de resistência às políticas do governo Sartori/PMDB. A greve já se espalha por todo o estado, com a participação e o apoio de pais e alunos às demandas dos educadores. Mais do que uma simples greve salarial, esse movimento é uma resposta às políticas de desmonte do governo Sartori/PMDB. A população já não aguenta mais o descaso do governo do estado. Os serviços públicos estão caóticos, sem investimentos e com os profissionais humilhados pelo parcelamento de salários. O que está em jogo não é apenas o salário dos professores, mas os serviços públicos, entre eles a segurança pública.

É importante notar que a política de desmonte da educação é a mesma que ataca a segurança pública no nosso estado. O governador Sartori/PMDB tem uma política de atacar o serviço público como um todo. O mesmo corte de investimentos na educação acontece na segurança pública. Defender os professores neste momento, é defender também a segurança pública e os direitos dos policiais.

escola_ocupadaOcupação das escolas é fato novo nesta greve

Um fato novo nesta greve, é a ocupação das escolas estaduais pelos estudantes secundaristas. Seguindo o exemplo dos estudantes de São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro, os estudantes gaúchos começaram um amplo movimento de ocupação das escolas estaduais. O movimento exige melhorias nas condições de ensino e contratação de novos profissionais de educação, entre outras questões específicas. Os estudantes já declaram seu apoio às reivindicações dos educadores e ao movimento grevista, inclusive exigindo a participação nas mesas de negociação.