Aprovados no concurso da Polícia protestam na frente do Piratini

Por Caroline Ferraz/Sul21

Na manhã desta quinta-feira (28), os aprovados no concurso da Polícia Civil fizeram um protesto criativo na frente do Palácio Piratini. Com o pretexto de “comemorar” um ano do Decreto do governo Sartori/PMDB que congela as contratações no serviço público, os aprovado assaram uma carne na frente do Palácio Piratini. A intenção era chamar a atenção da população para o descaso do governo com a segurança no nosso Estado. Enquanto os gaúchos sofrem com a maior onda de violência da sua história, 650 policiais civis e 2500 policiais militares, já aprovados em concurso público, esperam a convocação do governo para serem nomeados e poderem ir para as ruas dar mais segurança para a população.

churras_concursado1Somente no ano passado mais de 2 mil policiais civis e militares se aposentaram, muitos poderiam continuar na ativa mas, diante da falta de promoções e da insegurança causada pelas medidas do governo Sartori/PMDB, preferem pedir a aposentadoria. Enquanto o efetivo policial diminui, a violência cresce assustadoramente. Porém, o governo Sartori/PMDB parece não estar preocupado com a garantia da vida dos gaúchos, pois não dá nenhum sinal de que vai convocar os policiais aprovados.

Daniel Pinho, aprovado no concurso para a Polícia Civil, explicava, enquanto cuidava do churrasco, que “o governo tenta fazer economia com a segurança da população. A contratação de policiais é uma necessidade reconhecida pelo próprio Chefe da Polícia Civil em entrevista ao jornal Zero Hora, porém o governador parece estar mais preocupado com os números do caixa do governo do que com os números de assassinatos no nosso Estado.”

churras_concursadosSe na capital do estado a falta de efetivo policial é sentida nas ruas, no interior a situação também é dramática. Em boa parte das cidades as delegacias contam com apenas um policial. Policiais que alcançam a idade para aposentadoria e poderiam continuar na ativa, optam pela aposentadoria. O congelamento das promoções e das horas extras não estimulam os agentes a continuar trabalhando. Com isso, a violência aumenta de forma absurda no interior, com assaltos a banco cada vez mais frequentes e a população amedrontada se sentindo completamente abandonada pelo poder público.