Audiência pública lota Dante Barone e chefe da Casa Civil recebe entidades da segurança pública

 IMG_6891Entidades de classe da segurança pública e Deputados que compõem a Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), realizaram na manhã desta segunda-feira, dia 23 de março, no Teatro Dante Barone, audiência pública para debater questões que envolvem a segurança pública do estado.

Em um plenário lotado, entidades de classe, deputados estaduais e federais, representantes do governo do estado e do Ministério Público se manifestaram sobre a urgência da convocação dos 650 aprovados no ultimo concurso da policia civil, além da nomeação dos concursados da brigada militar, bombeiros e susepe.  Durante toda a manhã deputados e sindicalistas se revezaram para defender a definição, por parte do governo,  de um calendário de chamamento dos aprovados.

Preocupação com os efeitos dos cortes na segurança pública

O decreto 52.230/15, que impôs severas restrições ao custeio da segurança pública, afetou enormemente a PC. O corte de mais de 60% das horas extras ameaça inviabilizar o trabalho da policia civil, prejudicando as investigações e as grandes operações.

A possibilidade de atraso nas promoções e o provável parcelamento do salários foram destacados na fala da Ugeirm. Essas duas medidas somadas ao não cumprimento do calendário de pagamento dos reajustes salariais trariam o caos para a polícia civil. “Não podemos deixar que se chegue a esse ponto, a população do RS já sofre com os reflexos da insegurança, negligenciar conquistas históricas traria desestimulo aos policiais civis, afetando diretamente a qualidade do serviço prestado pela PC. ” Afirma Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm.

Participaram os deputados estaduais proponentes da audiência pública, Manuela Dávila (PC do B), Nelsinho Metalúrgico (PT), Pedro Ruas (PSOL), Bombeiro Bianchini (PPL),  o deputado estadual Marcel Van Hattem (PP), o deputado federal João Derly (PC do B) e as entidades de classe da segurança pública.

Pressão das categorias

GRO_8150 (1)Após a audiência pública os concursados da policia civil, brigada militar e corpo de bombeiros seguiram para a frente do Palácio Piratini onde realizaram um protesto, chegando a trancar o fluxo de veículos na rua Duque de Caxias. Os concursados exigiam um contato com o governador do estado ou o chefe da Casa Civil. Após algum tempo o governo cedeu e o secretário chefe da casa civil, Márcio Biolchi recebeu uma comissão das entidades de classe, Ugeirm, Abamf , Abergs e os deputados Bombeiro Bianchini (PPL) Marcel Van Hatten (PP) e Mauricio Dziedricki (PTB).

O Chefe da Casa Civil  foi informado pelos representantes das entidades a situação dramática dos aprovados, muitos dos quais já deixaram seus empregos na expectativa da convocação, seguido de um relato do cenário perigoso verificado na segurança pública criado pela carência de efetivo.  Márcio Biolchi pediu para que esses dados fossem entregues, novamente, em um documento que será entregue amanhã, dia 24 de março, em uma nova reunião com as entidades. O chefe da Casa Civil afirmou que ainda nesta semana o governo reúne para discutir a questões que envolvem os concursado. Uma nova rodada de negociação está prevista para acontecer no dia 30 de março.

A Ugeirm reafirmou a preocupação com possíveis escalonamentos de salários e o não cumprimento, por parte do governo do estado, de obrigações legais como a manutenção das promoções em dia e o cumprimento da tabela de reajustes dos subsídios. “ O governo não deve esperar outra coisa dos policais que não seja uma forte mobilização para se contrapor a qualquer ataque aos seus direitos.” Afirmou Fábio Castro, vice presidente da Ugeirm.

Acampamento até nomeação

Decididos pela nomeação já, os futuros policiais aprovaram um acampamento em conjunto com os aprovados do concurso da Brigada Militar, a partir de segunda-feira, dia 30 de março. O acampamento deve ser mantido até o dia da concovação. O diálogo sempre é um avanço, chegamos ao chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, mas a luta tem que continuar. As convocações só ocorrerão através de muita pressão, por isso, os aprovados devem se manter organizados e mobilizados.  No dia 25 de março, acontecerá mais uma audiência pública sobre o tema em Santa Maria.