Conselho de Representantes prepara grande mobilização para o dia 18 de agosto

conselho_24_07_2015BO Conselho de Representantes da UGEIRM esteve reunido durante toda esta sexta-feira (24) na Sede da UGEIRM. O principal objetivo da reunião era avaliar nossa mobilização até aqui e preparar os novos passos da nossa categoria na luta contra os desmando do Governo Sartori. Com o Auditório da UGEIRM lotado, a certeza era uma só: avançamos muito na nossa luta, mas, para derrotarmos o desmonte da Segurança Pública, precisaremos avançar ainda mais.

Regionais dão relato da mobilização do dia 7 de julho

Durante a parte da manhã, os representantes das regionais da UGEIRM fizeram um relato sobre a mobilização do dia 7 de julho pelo Estado. Todos os relatos ressaltaram a disposição da categoria em responder positivamente à convocação da UGEIRM para a mobilização. Ficou claro que a nossa categoria não vai assistir passivamente aos ataques do governo Sartori aos nossos direitos.

Josué Martins, representante do CEAPE, fala sobre a dívida do Estado

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Na parte da tarde, os representantes da UGEIRM participaram de uma palestra com o Auditor Fiscal Josué Martins, presidente do Centro de Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (CEAPE/TCE-RS). Josué frisou que “a solução da crise financeira do Estado não é responsabilidade dos servidores estaduais e a solução passa por um rearranjo nacional, que o atual governo tem obrigação de capitanear por ser o maior devedor dentre os Entes Federados. É preciso liderar uma frente de estados para buscar junto com a União uma saída para a crise”. O Presidente do CEAPE afirmou que o Estado deve buscar fontes para suprir o caixa, sem prejuízo do debate sobre o desenvolvimento econômico e financiamento do setor público. Trata-se de refazer o contrato da dívida estadual que está federalizada e de exercitar a cobrança sobre a dívida ativa. O estado possui R$ 6 bilhões de dívida ativa a serem cobrados. Esse montante supera os R$ 5,4 bilhões do alegado déficit do RS. Também é preciso exigir que o STF julgue a Lei que distribui os royalties do petróleo, buscar as devidas compensações da Lei Kandir e revisar as desonerações fiscais do Estado, que em 2013 somavam R$ 13 bilhões, dois quais 94,3% desse valor são referentes ao ICMS.

Reunião encerra com preparação da grande Marcha do dia 18

Após a palestra de Josué Martins, os representantes se dedicaram a preparar a mobilização do dia 18 de agosto. Foi consenso que precisamos repetir a Marcha do dia 7 de julho, porém com uma participação ainda maior da categoria. Na última mobilização tivemos a participação de 40 ônibus vindos de várias cidades do interior. Nossa meta para o dia 18 é de aumentar ainda mais a participação dos policiais. Para isso, ficou acertada a realização de plenárias, que estão sendo convocadas pelo conjunto das categorias do serviço público, em várias cidades do interior, quando debateremos o desmonte dos serviços públicos e a crise da Segurança Pública no nosso Estado. As primeiras cidades serão Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Ijuí e Livramento, os horários e locais serão informados posteriormente. Também realizaremos atos locais, conscientizando e esclarecendo a população, sobre o que que representa a política de desmonte do Estado e o ajuste fiscal promovida pelo Governo Sartori. Mostraremos as consequências dessas políticas no dia-a-dia da população, com a deterioração dos serviços públicos essenciais.

A programação do dia 18 de agosto ficou a seguinte: 13 horas, concentração em frente ao Palácio da Polícia, na Avenida Ipiranga. Às 14 horas sairemos em Marcha até o Largo Glênio Peres, onde nos juntaremos às outras categorias para a realização de uma grande Assembleia Unificada, quando daremos uma resposta de todo o Serviço Público do Estado a proposta de arrocho e desmonte do Governo Sartori. Após a Assembleia sairemos todos em passeata até o Palácio Piratini, para dizermos ao Governo Sartori que não aceitaremos pagar a conta da crise financeira do nosso Estado. Na Assembleia Legislativa, pressionaremos os deputados para votarem contra o PLC 206 e a PEC 242.

O Presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, salientou que “esse é um momento decisivo, não só para os servidores públicos como para a população do RS, que corre o risco de ver o serviço público destruído, a mobilização precisa ser permanente”. Para a Diretora de Gênero, Neiva Carla Leite, “a categoria já deu uma prova da capacidade de mobilização dos policiais civis no dia 07/07. Nossa tarefa até o dia 18/08 é construir um movimento muito maior”. Não é apenas o nosso salário que está em jogo. A segurança do povo do Rio Grande está colocada em risco. Se não sairmos agora às ruas, teremos que nos acostumar a presenciar cenas como as da semana passada, colegas sendo mortos apenas por cumprir o dever de defender a população gaúcha. O dia 18 é mais um passo para mostrarmos ao Governo Sartori que a polícia gaúcha não vai ficar parada vendo o nosso Estado ser desmontado.