Decreto que asfixia serviço público será reeditado por Sartori

206kO governo Sartori/ PMDB deve reeditar, ainda nessa semana, o Decreto 52.230 que contingencia os gastos públicos e vem provocando, desde o início de 2015, uma verdadeira asfixia nos serviços públicos gaúchos. Durante o ano de 2015 esse decreto já causou um verdadeiro desmonte dos serviços públicos, principalmente naqueles mais necessários à população gaúcha, como segurança, educação e saúde. Os reflexos desses cortes já foram sentidos no decorrer do ano passado e devem ser aprofundados no ano de 2016.

Após aprovar o PLC206/2015 no apagar das luzes de 2015, tornando permanente o desmonte do serviço público, o governador não quer perder tempo, vai reeditar o Decreto 52.230. O corte de investimentos deve se aprofundar e a qualidade desses serviços deve piorar. Um exemplo é o crescimento da violência no nosso estado, de acordo com o Jornal Diário Gaúcho, o ano de 2015 registrou a maior alta nos casos de roubos com morte na Região Metropolitana, um aumento de 23,7%. Outro índice alarmante e revoltante, é o aumento no número de mortes de crianças e adolescentes na região metropolitana, foram 113 casos em 2015. É como se a cada mês perdêssemos quase dez crianças ou adolescentes. Uma alta de 36% em relação às vítimas de homicídios antes de completar 18 anos em 2014. É outra das marcas recordes do governo Sartori/PMDB.

É importante entendermos que esses índices são resultado de uma política deliberada, representada de forma clara por esse decreto, que deve ser reeditado pelo governo. Todos sabem que quanto menos o Estado investe, mais aumenta a violência. Sabemos que o corte de gastos na educação, na segurança e na saúde, pioram as condições de vida da população, criando um ciclo vicioso de mais violência, menos arrecadação, mais cortes de investimentos e um aumento ainda maior na violência, alimentando o ciclo. O responsável por boa parte dessas 113 mortes de crianças na região metropolitana tem nome e cargo, é o governador Sartori/PMDB. E agora vai reforçar essa responsabilidade com a reedição do decreto 52.230.