Dia do Trabalhador deve ser de terror nas DPPAs da Capital e da Região Metropolitana

O feriado de 1º de Maio, que deveria ser de celebração para os trabalhadores, deverá ser de terror para os (as) policiais que trabalham nas DPPAs de Porto Alegre e Região Metropolitana. Nesta terça-feira (30), véspera do feriado, mais de 150 presos se amontoavam nas delegacias da região. Celas, salas de triagem, pátios e viaturas abrigavam presos que aguardam vagas no sistema prisional.

Com o feriado, a tendência é que a situação piore, trazendo riscos imensos para os (as) policiais de plantão. Infelizmente, essa cena se repete desde 2015. Apesar de todas as denúncias, da repercussão na mídia em nível nacional e de todos os protestos das entidades, nada mudou. Já vivenciamos fugas, tentativas de rebelião, policiais feridos durante fuga de presos, ameaças de morte e nada foi feito. As promessas vêm desde o governo Sartori e prosseguem no governo Eduardo Leite, que declarou durante a campanha que essa situação era inaceitável e seria uma das prioridades logo no início da sua gestão. Já entramos no quinto mês do seu mandato e a situação só piora.

O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, alerta: “não podemos esperar que aconteça uma tragédia, levando a vida de um policial, para que atitudes radicais sejam tomadas. O governo colocou como uma das suas prioridades, a aprovação da emenda que retirava a necessidade de plebiscito para privatização das estatais. Para aprová-la, mobilizou uma maioria na Assembleia Legislativa nunca vista na história do nosso estado. Porque será que essa mesma disposição não é demonstrada para resolver o problema das delegacias? Se é prioridade, porque nenhuma medida é tomada para proteger a vida dos (as) policiais? A situação atual precisa de medidas radicais e urgentes”.