Direção da UGEIRM reúne com entidades da Brigada Militar para organizar mobilização

A direção da UGEIRM participou, na tarde desta quarta-feira (25), de uma reunião na sede da ASOFBM (Associação dos Oficiais da Brigada Militar) com as entidades representativas da Brigada Militar e dos Bombeiros gaúchos. A reunião teve como objetivo, avaliar e organizar a mobilização conjunta dos Policiais Civis com os Policiais Militares e Bombeiros Militares e, além da UGEIRM, contou com a participação das seguintes entidades: ASSTBM, ABAMF, ASOFBM, ABERGS, AOFERGS e AESPPOM.

No primeiro momento da reunião, as entidades fizeram uma avaliação da Marcha realizada no dia 17 de setembro. Apesar da grande representatividade e da capacidade de mobilização demonstrada, conseguindo mobilizar um grande número de policiais de todo o estado, mesmo com a insistente chuva que caiu sobre a cidade, o balanço apresentado constatou que o governo não demonstrou nenhuma reação aos questionamentos apresentados durante a manifestação. A única resposta foi a realização de uma reunião com o Chefe da Casa Civil, que não apresentou nenhum posicionamento concreto por parte do Governo.

A partir dessa avaliação, as entidades decidiram aprofundar a mobilização, levando para o interior do estado os protestos em defesa da segurança pública e contra as políticas apresentadas pelo governo Eduardo Leite. A ideia é realizar uma série de caravanas, com atos públicos em cidades polos das regiões do estado. O primeiro desses atos será realizado em Pelotas no dia 8 de outubro, cidade emblemática por ser o berço político do atual governador do estado, Eduardo Leite. O formato da mobilização será discutido com as lideranças locais das categorias na região, tendo como base a ideia de chamar a atenção da população e dos políticos locais para a atual situação da segurança pública no estado. O objetivo é mostrar que o atraso de salários, os ataques à aposentadoria policial, a manutenção do maior déficit de pessoal da história das polícias e os projetos que pretendem retirar outros direitos dos policiais gaúchos, atingirão de forma contundente as cidades do interior do estado.

Além dos atos públicos pelo interior, as entidades deliberaram por procurar as Câmaras de Vereadores dos município gaúchos, com o objetivo de aprovar Moções de Apoio à mobilização dos policiais e de repúdio às propostas do governo Eduardo Leite. A ideia é envolver os vereadores e prefeitos na defesa das polícias e, por consequência, no resgate da segurança pública da população gaúcha. Essa mobilização pretende reverberar na Assembleia Legislativa, ao atingir a base de apoio dos parlamentares estaduais nos seus municípios de origem.

A direção da UGEIRM reforça a importância da participação dos policiais civis, ativos e inativos, da região, nesses atos públicos. O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, ressalta que “se essas propostas do governo Eduardo Leite forem aprovadas na Assembleia Legislativa, os (as) policiais terão uma redução real dos seus salários. Os (as) Agentes de Polícia não têm nenhuma remuneração extra, além dos seus subsídios. Portanto, caso a criação da alíquota extra de até 8% seja aprovada, os (as) Agentes terão uma redução significativa dos seus salários, pois ela incidirá sobre o total dos seus vencimentos. Somente essa proposta já seria um grande motivo para a categoria se mobilizar. Mas, temos outros motivos para participar das mobilizações, como o atraso dos salários, o represamento das publicações das aposentadorias policiais, o déficit histórico de pessoal, a morte de policiais e a superlotação das carceragens. Portanto, no dia 8 de outubro, os (as) policiais civis de Pelotas e das cidades próximas, têm a obrigação de realizar um grande ato conjunto com a Brigada Militar. No dia 17 já demos uma grande demonstração de força e um claro aviso ao governo: os policiais não vão assistir parados à destruição da segurança pública gaúcha. Agora, vamos levar essa luta para o interior do estado!”