DPPA de São Leopoldo volta a apresentar superlotação e presos em viaturas

Por RENATA STRAPAZZON | Jornal VS

Até as 10 horas desta quarta-feira (16) eram pelo menos três presos custodiados em viaturas da Brigada Militar na calçada.

A Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de São Leopoldo voltou a apresentar superlotação e presos em viaturas nas calçadas nos últimos dias. Nesta quarta-feira (16) até as 10 horas, havia no local 14 adultos presos e um adolescente apreendido, três deles custodiados em viaturas da Brigada Militar na calçada. 

As celas da DPPA são projetadas para receber presos provisoriamente por, no máximo, 24 horas. Um dos detentos está no local esperando vaga no sistema prisional desde o último dia 11. O setor carcerário da DPPA tem capacidade para 12 detentos. São quatro celas, duas para homens adultos, uma para mulheres e uma para adolescentes infratores.

A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) já foi contatada pela reportagem para falar sobre a situação, mas ainda não retornou. Vice-presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (UGEIRM), Fábio Castro, conta que mesmo com inúmeras tratativas nos últimos anos, a situação da superlotação de presos nas DPPAs não mudou. “Temos uma decisão judicial que determina a retirada imediata dos presos, a qual o governo do Estado não cumpre. No ano passado o judiciário chegou a marcar audiências de conciliação onde nós participamos, inclusive com o secretário responsável pela gestão do sistema penitenciário. O que se tem é a promessa do governo de que um centro de triagem com até 700 vagas seria inaugurado neste ano, mas até agora nada”, pontua Castro. 

“Não temos notícias do andamento das obras (do novo centro de triagem). Os presos continuam sendo mantidos nas DPPAs naquelas condições insalubres, que representam riscos tanto no ponto de vista da saúde pública, sendo que ainda vivemos em contexto de pandemia e os presos permanecem lá sem máscara e sem distanciamento e também do ponto de vista da segurança, tanto da população que comparece nas DPPAs e também dos servidores”, completa.