DPPAs da Região Metropolitana voltam a enfrentar superlotação de presos

A manchete que parece estar sendo repetida, é cada vez mais atual. O problema da superlotação das carceragens das DPPAs continua assombrando a população gaúcha e os (as) Policiais Civis. Na última semana de fevereiro era a DPPA de Novo Hamburgo que sofria, com 18 pessoas detidas no prédio. Alguns presos estão desde o dia 14 de fevereiro no local. Onze deles estavam no pátio devido à falta de vagas nas celas — todos deitados ou sentados, mas com algemas — e um ainda se encontrava algemado em um espaço que só permitia ficar em pé. Durante a semana, a DPPA chegou a ter 26 presos detidos nas suas dependências.

Neste fim de semana, foi a vez dos (as) Policiais Civis e a população de Canoas enfrentar, novamente, a superlotação da DPPA local. Presos estavam algemados no pátio da delegacia, aguardando vagas na carceragem. O detalhe, é que Canoas abriga a penitenciária mais moderna do estado, a PECAN (penitenciária Estadual de Canoas). Novamente, os (as) policiais Civis tiveram que exercer o desvio de função, executando as funções de carcereiros.

Problema se arrasta por mais de cinco anos

Durante a sua campanha, em visita à UGEIRM, o governador Eduardo Leite afirmou que a permanência dos presos em delegacias era inaceitável e que a resolução desse problema, seria uma prioridade da sua política de segurança pública. Infelizmente, para os (as) Policiais Civis e a população gaúcha, essa é mais uma promessa não cumprida pelo governador Eduardo Leite, assim como o pagamento dos salários dos servidores em dia.