Eduardo Leite veta Emenda que garante proteção a familiares de Policiais mortos em serviço

O Natal é o período onde convencionou-se dizer que afloram os melhores sentimentos do ser humano. Solidariedade, fraternidade e amor ao próximo são as palavras mais ouvidas. Porém, o espírito de natal passou longe do governador Eduardo Leite. Em uma canetada, há poucos dias do Natal, vetou a Emenda ao PLC 503, articulada pela UGEIRM com a Chefia de Polícia e Secretaria de Segurança, que garantia para os cônjuges ou companheiros de servidores civis mortos no exercício ou em razão da função, pensão vitalícia e com valor equivalente à remuneração do cargo, sendo reajustada na mesma proporção e na mesma data dos reajustes dos servidores da ativa.

O veto vai, inclusive, contra o posicionamento apresentado pelo Secretário de Segurança e Vice Governador, Delegado Ranolfo Vieira, que articulou a Emenda junto com a Chefia de Polícia. A posição do governador Eduardo Leite é totalmente injustificável, pois a proposta tem impacto financeiro mínimo e atende profissionais que arriscam suas vidas para defender a população. A única justificativa plausível para esse veto, é a total insensibilidade de um governador que parece se sentir ofendido quando alguém discorda das suas posições.

Um político como Eduardo Leite, que já demonstrou não ter o mínimo conhecimento do que é o trabalho policial, agir dessa forma cruel com os policiais, não é nenhuma surpresa. Uma mostra disso, é o vídeo onde o Governador afirma que a atividade dos (as) Policiais Civis não tem tantos riscos, o que justificaria a negativa da concessão da Integralidade e da Paridade na aposentadoria policial. (clique aqui e veja o vídeo)

Pressão na Assembleia pode convencer deputados a derrubar o veto

O veto do governador à Emenda que garante a pensão integral aos cônjuges de policiais mortos em serviço, terá que ser apreciado pelos deputados estaduais. Por isso, é fundamental uma grande pressão sobre os parlamentares, convencendo-os da crueldade do veto.

A possibilidade de que a Emenda seja restaurada é real e depende da mobilização dos policiais. É importante que aqueles deputados que fizeram a defesa da Emenda manifestem sua contrariedade ao governo do estado. A modificação introduzida no artigo 30 foi consensuada entre a imensa maioria dos parlamentares, inclusive da base, daí o seu caráter relevante, uma vez que o governo impôs um requerimento de preferência que impediu a apreciação da maioria das Emendas propostas.

A Ugeirm vai cobrar da Secretaria de Segurança e da Chefia de Polícia o apoio para a derrubada do veto e iniciar, desde já, um trabalho de convencimento dos(as) deputados(as) da importância da permanência do texto original aprovado pela Assembleia Legislativa.