FIESP tenta jogar a sociedade contra os servidores públicos que estão combatendo a Pandemia

A Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) lançou um vídeo, onde acusa os servidores públicos de serem os responsáveis pelo desemprego do setor privado e pede ao Congresso Nacional que mantenha o veto do governo Bolsonaro, que congela os salários e todos os direitos temporais, como Promoções e progressões na Carreira, até o fim de 2021.

Ao acusar os servidores públicos de estarem defendendo reajustes salariais durante a Pandemia, a FIESP, que sempre defendeu o sucateamento dos serviços públicos, mente para a população. Os Policiais, servidores da saúde e outras categorias que continuam trabalhando durante a Pandemia, não estão defendendo aumentos salariais. Querem apenas que direitos adquiridos, como Promoções e progressões na Carreira, sejam respeitados e não sejam suspensos até o fim de 2021. Caso o veto de Bolsonaro seja mantido, a grande prejudicada será a sociedade brasileira. Ao suspender Promoções e progressões nas Carreiras, o Congresso estará impedindo que os Governos contratem novos profissionais, que serão fundamentais no combate à Pandemia do Coronavírus.

Vídeo da COBRAPOL (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) em resposta à FIESP

É a velha lógica, de jogar no colo dos (as) servidores (as) a conta da crise econômica. Porém, são esses servidores que estão na linha de frente do combate ao Coronavírus. O preço da implementação dessa política defendida pela FIESP está sendo paga nesse momento, com a falta de leitos nos hospitais, com a falta de profissionais de saúde para atender os doentes da COVID-19, com o déficit de pessoal na segurança pública e com as milhares de mortes diárias que poderiam ser evitadas, caso o Brasil tivesse um sistema de saúde pública capaz de atender a população brasileira.

Se a FIESP estivesse realmente preocupada com a grande parcela da população atingida pela crise econômica resultante da Pandemia do Coronavírus, não estaria jogando a responsabilidade da crise nas costas dos servidores públicos. Estaria cobrando as empresas filiadas à Federação, que sonegaram quase R$ 50 bilhões de pagamentos à Previdência. Com esse dinheiro, seria possível pagar mais de um mês de auxílio emergencial aos (às) trabalhadores (as) brasileiros (as) que estão sofrendo com a Pandemia do Coronavírus.

Por isso, é fundamental derrubar o veto do governo Bolsonaro. A conta da crise não pode ser paga pelos profissionais que estão cotidianamente combatendo o Coronavírus, arriscando suas vidas para atender à população brasileira. A conta tem que ser paga pelos grandes empresários da FIESP, que tentam garantir seus lucros, pedindo dinheiro ao governo, ao mesmo tempo que promovem demissões em massa. Está na hora dos parlamentares demonstrarem de que lado estão: dos trabalhadores que estão arriscando suas vidas no combate à Pandemia, ou dos empresários da FIESP que devem mais de R$ 50 bilhões a Previdência.