Governo Temer pretende atacar serviços públicos e os mais pobres

temer_sartoriInformações, do Palácio do Planalto, confirmam que as ditas “medidas impopulares” anunciadas pelo presidente interino, em uma reunião com representantes do agronegócio, significam, na verdade, um ataque sem precedentes aos serviços públicos e aos programas sociais do governo federal. Entre as ditas “medidas impopulares”, estariam as alterações na idade mínima para a aposentadoria, a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo, estabelecimento de regra em que a diferença nos salários de servidores não poderá ser maior do que 20 vezes (o que resultaria em redução de salários)  e o fim da estabilidade no serviço público. Em um segundo momento, seriam atacados os programas sociais, com a redução, ou até mesmo extinção, do Bolsa Família, o fim da aposentadoria rural e a diminuição dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. Também faria parte do pacote, uma articulação com os governadores para reduzir a jornada de trabalho dos servidores, com impacto nos salários dos mesmos.

Todas essas medidas estão sendo guardadas para ser implementadas depois que for aprovado, de forma definitiva, o impeachment da presidenta Dilma Roussef. O presidente interino Michel Temer pertence ao PMDB, mesmo partido do governador do estado, Ivo Sartori, e se prepara para implementar no governo federal o mesmo programa já em andamento no nosso estado.

O argumento utilizado pelo governo ilegítimo de Michel Temer, é a redução do déficit através do corte de gastos. O mesmo argumento utilizado pelo governo Sartori/PMDB para retirar direitos dos servidores do RS. Lá como aqui, o governo não ousa, em nenhum momento, tocar nos privilégios dos banqueiros que continuam lucrando com os maiores juros do mundo. Enquanto ataca o Bolsa Família e desmonta o serviço público, o governo continua concedendo benesses para os banqueiros e grandes empresários com os juro da dívida sendo pagos religiosamente. Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “precisamos nos preparar para o pior. As perspectivas num futuro governo Temer, caso o impeachment seja aprovado definitivamente, são as piores possíveis. Os movimentos sociais precisam estar preparados para resistir. Não podemos deixar que toquem nos nossos direitos. Se o governo ilegítimo de Michel Temer tentar nos atacar, precisamos responder da forma que sabemos, com muita mobilização e pressão sobre os deputados. Se ficarmos calados agora, iremos pagar por muitos anos o preço da nosso silêncio.”