Lira cita “pálido apoio do governo” e descarta pautar reforma administrativa

Presidente da Câmara descarta aprovação da matéria em 2021 e atribui dificuldade à falta de apoio do governo.

Mariana Londres, do R7, em Brasília

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quinta-feira (18) que não há tempo hábil para aprovar a reforma administrativa em 2021. Ele atribuiu a dificuldade em votar a PEC 32/2020, que pretende cortar gastos e dar mais eficiência ao Estado brasileiro, ao apoio “pálido” do governo à proposta e à falta de mobilização dos favoráveis ao texto.

“Nós temos basicamente quatro semanas de funcionamento da Câmara e do Senado este ano. Nós temos Orçamento pra discutir, nós temos matérias importantes ainda pra votar. A reforma administrativa, nós cumprimos o que falamos, nós não mexemos em nenhum direito adquirido, os funcionários que hoje já existem, nós não mexemos no sistema de aposentadoria, nós mantivemos todos os direitos até porque não é necessário pra você fazer uma reforma pra o futuro. Mas com a pouca mobilização de quem quer a PEC e com, até agora, o pálido apoio do governo, a gente não tem como trazer de novo a matéria dessa pauta com as discussões como ela se encontra”.

Lira explicou que o texto está pronto para ir a plenário, mas só será posto em votação quando houver acordo sobre pontos que ainda precisam de “maturação”. A reforma administrativa enfrenta enorme resistência dos servidores públicos e, apesar de ser considerada prioritária pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nunca teve a simpatia do presidente Jair Bolsonaro.