Mais de 280 Policiais Civis já foram afastados devido ao Coronavírus no estado

Um levantamento, realizado pela Secretaria de Segurança Pública do estado, comprova o que o sindicato já vinha dizendo: a disseminação do coronavírus vem crescendo na categoria e chega em um ponto preocupante. Já são 281 afastamentos, com 77 Policiais Civis já tendo testado positivo para a Covid-19 no nosso estado. Se levarmos em conta que não existe uma política de testagem massiva, temos um quadro que demonstra de forma inequívoca que a categoria é uma das mais expostas à pandemia.

A incerteza quanto à possibilidade de estar levando, para dentro da sua casa, o novo Coronavírus e a possibilidade de contaminar seus familiares já passou a fazer parte do cotidiano dos profissionais da segurança pública. Essa realidade tem sérias consequências para a saúde desses trabalhadores. Além do stress natural de uma profissão que lida diariamente com a possibilidade da morte, conviver com a perspectiva de estar levando para sua família a epidemia do coronavírus, torna essa realidade ainda mais difícil.

Com recrudescimento da pandemia, protocolos têm que ser endurecidos

Infelizmente, a perspectiva é de um agravamento dessa situação. Com o recrudescimento da pandemia e os seguidos recordes de números de contágio e de mortes no estado, a tendência é de que os números também disparem entre os (as) policiais. Enquanto não temos uma vacina, a única forma comprovada de deter o ritmo de contágio, é o isolamento social combinado com a testagem massiva.

Todos sabem das dificuldades de execução de testagem no conjunto da população. No entanto, ela é fundamental nas categorias que estão cotidianamente expostas ao contágio, como os profissionais da segurança pública. Essa medida tem como objetivo não apenas a proteção desses trabalhadores, mas também a manutenção do contingente necessário ao funcionamento da polícia. O aumento dos afastamentos de policiais decorrentes do contágio pela Covid-19, cria um verdadeiro ciclo vicioso. Quanto menos policiais em serviço, mais tempo esses profissionais ficam expostos ao risco de contágio, alimentando ainda mais os números de afastamentos. O resultado final é o colapso do sistema de segurança e a exposição da população à violência, que tende a aumentar com o prolongamento da quarentena na sociedade como um todo.

Com esse agravamento, o governo do estado deve agir imediatamente. A direção da UGEIRM reafirma a sua posição, já apresentada ao governador. É fundamental iniciar imediatamente a testagem massiva de toda a categoria, com a utilização dos kits RT-PCR e não com testes rápidos, traçando um quadro claro da pandemia na categoria. Isso deve ser combinado com a volta imediata do revezamento e o afastamento imediato dos policiais do grupo de risco e de qualquer profissional que tenha tido contato com pessoas infectadas. O governo também deve cumprir a decisão judicial, conseguida pela UGEIRM, que determina a retirada imediata de todos os presos das delegacias e a limitação do acesso às delegacias, evitando a aglomeração de pessoas no ambiente. Além da continuidade da distribuição dos equipamentos de proteção e a conscientização permanente da categoria, a respeito da importância da utilização desses equipamentos, não apenas pelos profissionais, mas também pela população que é atendida nas delegacias.