Mais um latrocínio em Porto Alegre choca população gaúcha

pais_luizNesse fim de semana a população gaúcha presenciou mais um latrocínio chocante, o 31º acontecido em Porto Alegre nesse ano. O vendedor Luiz Fernando Schilling, 29 anos, foi esfaqueado no Parque da Redenção, quando voltava, com um grupo de amigos, da Parada Livre de Porto Alegre. Dois assaltantes renderam o grupo e quando um dos bandidos ameaçou esfaquear a irmã de Luiz Fernando, o vendedor tentou defende-la e foi esfaqueado, vindo a falecer momentos depois, já no HPS de Porto Alegre.

Luiz Fernando se soma à interminável lista de vítimas da política de segurança do governador Sartori/PMDB. A população gaúcha, infelizmente, já está incorporando à sua rotina, os latrocínios e tragédias. Como uma cortina de fumaça, a mídia governista já abriu a discussão sobre o cercamento ou não do Parque da Redenção. Como se, com a Redenção cercada, o número de latrocínios em Porto Alegre seria reduzido magicamente. Lembramos que, dos 31 latrocínios acontecidos nesse ano, somente um aconteceu no parque.

A verdadeira discussão colocada é como superar a falência da política de segurança pública do governo Sartori/PMDB. E quando se fala em política de segurança pública, falamos em todos os setores envolvidos. A política de educação, assistência social, geração de empregos, desenvolvimento, esportes, lazer, etc. O governo Sartori é um grande fracasso em todas essas áreas. Enquanto ele não admitir isso e chamar a sociedade civil para dialogar, a população continuará com suas vidas sendo colocadas em risco.

O crescimento dos latrocínios é apenas a face mais visível do fracasso do governo Sartori/PMDB. As condições do ensino público, a total falta da presença do Estado nas comunidades, a falência da saúde pública e a crise econômica sem fim, estão por trás desses 31 latrocínios acontecidos em 2016. Mas o governo parece que não enxerga mais nada. Enquanto pessoas são mortas em plena praça pública, o governo prepara mais um “pacote de maldades” para enviar à Assembleia legislativa.

Em 2015, o governador Sartori/PMDB declarou que precisaria implementar medidas amargas, para que em 2016 o governo pudesse atender aos anseios da população. Com esse discurso, foram aprovados aumento de impostos, mudança na previdência dos servidores, calote no pagamento dos precatórios, renegociação da dívida e outras medidas contra os servidores públicos. Porém, o que vimos em 2016 é uma situação pior do que no ano anterior: salários parcelados, serviços essenciais totalmente sucateados, criminalidade em disparada e a população acuada, com medo até mesmo de sair de casa.

Chegamos ao fim de 2016 e, novamente, o governo acena com mais ataques ao serviço público e medidas recessivas. Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “Sartori e o seu partido, o PMDB, precisa parar de brincar com a população. Ele precisa entender que a solução para a crise da Segurança Pública não está em seu gabinete. Sartori/PMDB precisa chamar a sociedade para discutir saídas para essa crise. Por outro lado, a população precisa cobrar soluções do governo. O pedido de CPI da Segurança Pública, protocolado na Assembleia Legislativa, é uma chance para essa discussão. O governo precisa explicar para onde está indo o dinheiro que deveria estar aparelhando a segurança pública. Se não tem dinheiro, que o governo abra suas contas e mostre isso para a sociedade”.