Mulheres protestam contra a Reforma da Previdência no Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher de 2019, será de luta contra a reforma da Previdência e de repúdio à violência contra a mulher. Esse já havia sido o tema do 8 de Março de 2017, quando o governo Temer tentou aprovar a reforma que aumentava a idade mínima para a aposentadoria das mulheres e retirava uma série de direitos das trabalhadoras.

Nesse ano, o tema volta à pauta do Congresso Nacional e atinge diretamente as mulheres policiais. O estabelecimento da idade mínima de 55 anos, igualando homens e mulheres policiais, e o aumento do tempo de exercício da atividade policial para 20 anos, no caso das mulheres, acaba, na prática, com a conquista da aposentadoria da mulher policial.

O estabelecimento da mesma idade mínima para homens e mulheres, desconsidera a especificidade das mulheres, que exercem uma dupla jornada de trabalho, além do exercício da maternidade. Porém, o mais grave, é o aumento do tempo na atividade policial. Com as novas regras, propostas na reforma da Previdência, a tendência é de termos mulheres policiais com mais de 60 anos ainda na ativa.

Por todos esses ataques, o 8 de Março será um dia de luta. As mulheres brasileiras sairão às ruas para comemorar o seu dia e defender seus direitos. Entre eles, particularmente, seu direito a uma aposentadoria digna.

A Diretora de Gênero da UGEIRM, Magda Lopes, destaca a importância desse dia. “O Dia Internacional da Mulher é, historicamente, um dia de luta e reflexão. Nesses tempos difíceis, onde a violência contra a mulher aumenta de forma assustadora, onde o assédio no local de trabalho é uma realidade que aflige todas as mulheres e as propostas de reforma no Congresso atacam direitos conquistados com muita luta, as mulheres têm que tomar a frente da mobilização para defender seus direitos. Vamos mostrar que não ficaremos caladas enquanto nossas vidas, nosso trabalho e nossa aposentadoria são colocadas em risco”.