Palácio da Polícia é transformado em carceragem pelo governo Sartori/PMDB

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Presos em delegacias de polícia: o impensável aconteceu! A política do governo Sartori conseguiu o que algum tempo atrás parecia impossível. Historicamente o Rio Grande do Sul é considerado referência no assunto. Diferente de outros estados, como Paraná, São Paulo e Ceará, o Rio Grande do Sul sempre se caracterizou pelo respeito à lei, ao não abrigar presos em delegacias por mais de 24 horas. Porém, desde o início do governo Sartori, temos assistido a cenas lamentáveis, e impensáveis tempos atrás. Rebeliões em carceragens de delegacias em plena Avenida Ipiranga, no coração de Porto Alegre, é apenas uma delas.

Essa semana, o problema de falta de vagas no sistema prisional do RS, agravado pela política de cortes de gastos do Governo Sartori, explodiu de vez. Na quarta-feira (14), as celas da 1ª e da 2ª DPPA já tinha sido palco de uma briga entre facções no momento em que abrigavam mais de 20 presos. No fim da tarde do mesmo dia, uma decisão judicial levantou parcialmente a interdição do Presídio Central aliviando a situação tensa das Delegacias.

Porém, neste fim de semana a situação se agravou novamente. Neste sábado eram cerca de 30 presos ocupando as dependências das duas DPPAs do Palácio da Polícia. Um princípio de rebelião teve que ser contornada pelos policiais presentes. A UGEIRM, junto com a Comissão de Direitos Humanos, esteve no local e constatou a gravidade da situação. Os policiais que trabalham nessas delegacias correm sérios riscos.

Essa situação, além de colocar em risco os policiais, atenta contra a integridade também dos presos, que são encarcerados sem a mínima condição. Não é mais uma situação isolada, é resultado de uma política de governo, que abandona os investimentos em segurança pública e coloca em risco a vida de policiais que estão no exercício de seu dever. Durante a semana haviam 48 detidos que estavam em delegacias da Capital: sete no Deic, 17 na 2ª DPPA (Avenida Ipiranga), dois na 3ª DPPA (Rua Comendador Tavares, Zona Norte) e os demais espalhados em DPPAs de Canoas, Viamão, Alvorada e Gravataí.

Desde junho a UGEIRM vem denunciando essa situação, inclusive entrando com uma Ação na Justiça, que visa impedir que isso se repita. Para o vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, “a sociedade tem que reagir, antes que uma tragédia aconteça. A UGEIRM vai continuar usando de todos os instrumentos possíveis para barrar essa situação. O judiciário não concedeu a liminar solicitada pelo sindicato, em junho, sob a alegação de que se tratava de fato isolado. NÃO É MAIS! com a palavra o judiciário gaúcho. Esse processo é resultado de um somatório de ações cuja responsabilidade tem que ser creditada ao desmonte do serviço público levada a cabo pelo governo Sartori/PMDB. Na segunda-feira vamos reiterar o pedido de liminar contra esse descalabro!”