Paralisação histórica na Polícia Civil

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Terça-feira. 28 de abril. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul paralisou em todo o estado. A adesão foi de 100% da categoria. Durante todo o dia, os policiais se mobilizaram em frente ao Palácio da Polícia em Porto Alegre. Também chegaram notícias e imagens de delegacias paradas em todos os municípios gaúchos.

O movimento recebeu o apoio de parlamentares, vereadores e deputados estaduais, e outras entidades de classe, como o SINPOLRS, a ABAMF, da Brigada Militar, e a AMAPERGS, dos servidores penitenciários que também paralisaram no dia 28. Também estavam presentes representantes dos 650 concursados da PC.

“A paralisação foi extremamente positiva e demonstrou para o Governo Sartori que não vamos aceitar a retirada de nossos direitos. Nosso movimento já conquistou uma primeira vitória. Ontem mesmo a imprensa divulgou que o governo estuda maneiras de cumprir o reajuste da tabela de subsídios”, avaliou Isaac Ortiz, presidente da UGEIRM Sindicato.

O Sindicato pretende manter e intensificar a mobilização, em conjunto com as demais entidades que representam as categorias da Segurança Pública. “Não é só os reajustes dos subsídios que nos preocupa. As promoções, o resgate do pagamento das Horas Extras e a regularização do custeio da Segurança Pública para evitar o crescimento dos crimes violentos também são pautas fundamentais”, destaca o vice-presidente. Fábio Castro.

Na avaliação de Ortiz, a negociação de uma tabela de longo prazo com reajustes acima da inflação representou uma decisão acertada, diferentemente das categorias que negociaram seus reajustes até o final de 2014. “Temos garantidos por lei, reajustes com ganho real até 2018. É lei e o governo não tem outra alternativa a não ser pagar”, conclui.

Na próxima semana, a UGEIRM terá uma reunião com as entidades da Segurança para avaliar o movimento e traçar atividades conjuntas, como a defesa jurídica caso o governo opte por questionar na justiça a lei que escalona os reajustes até 2018.

Até o momento o governo não chamou as entidades para um anúncio oficial sobre o que pretende fazer em relação à tabela de subsídios. O Sindicato alerta que se for necessário serão reeditadas as mobilizações de 1997 e 2004 onde praticamente toda a Segurança Pública paralisou as suas atividades. Também está na agenda de lutas uma grande marcha até o Palácio Piratini.

A UGEIRM Sindicato parabeniza a todos os policiais civis que mais uma vez demonstraram que não fogem à luta!