Pedro Parente pede demissão da Petrobras

Da Redação* 

Por meio de comunicado destinado a acionistas e representantes do mercado financeiro, a Petrobras informou que seu então presidente, Pedro Parente, pediu demissão. Segundo a nota, a nomeação de um CEO interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras ao longo da sexta-feira (1˚). “A composição dos demais membros da diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração”, completa.

Em meio ao desfecho da greve dos caminhoneiros, que teve como alvo a política de preços de combustíveis da Petrobras, e a recém anunciada demissão, Parente, se reúne nesta sexta-feira com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. A pauta oficial da reunião não foi divulgada.

Aos 63 anos, o carioca substituiu Aldemir Bendine. Ao renunciar ao cargo, Bendine que havia renunciado foi preso por conta das investigações da operação Lava Jato. Com isso, se instaurou uma das maiores crises pelas quais a empresa  havia passado desde sua fundação, em 1953.

O primeiro semestre de 2018, no entanto, representou o pior momento de Parente na estatal desde que assumiu o cargo. Diante da crise aberta pelas paralisações de caminhoneiros, a política de preços adotada há dois anos pela companhia, que busca a paridade com preços internacionais, passou a ser questionada e criticada. Em um mês, o preço do combustível foi reajustado 17 vezes.

Parente foi criticado por caminhoneiros e por políticos que pediram sua demissão. Apesar disso, Temer chegou a se posicionar, por meio de sua assessoria, afirmando considerar sua permanência fundamental no comando da Petrobras para dar continuidade ao processo de recuperação da saúde financeira da estatal.

*Com informações da Folha de S. Paulo