Policiais protestam contra a reforma da Previdência no Aeroporto Salgado Filho

A tarde desta segunda-feira (01) foi de protesto no Aeroporto Salgado Filho. Convocados pelas entidades representativas dos Policiais Civis, Policiais Federais e Policiais Rodoviários Federais, os trabalhadores da segurança pública ocuparam o saguão do terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho, para protestar contra o projeto de reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

Portando faixas e distribuindo panfletos que explicavam o que pode acontecer com a segurança pública, caso a PEC da Previdência seja aprovada, os manifestantes conversaram com os parlamentares gaúchos que embarcavam para Brasília. Os policiais criticaram o estabelecimento de um tratamento diferenciado aos policiais, submetendo o direito à paridade e à integralidade ao ano de ingresso na Polícia. De acordo com o projeto, os policiais que ingressaram na instituição após a implantação do Regime de Previdência Complementar estarão submetidos ao mesmo critério do Regime Geral da Previdência. Os que ingressaram antes desta data, se aposentarão com a remuneração do último cargo. Foi explicado aos parlamentares que essa situação cria uma divisão na categoria, que é extremamente prejudicial para a instituição.

Outro ponto destacado, foi a possibilidade de criação da alíquota extraordinária para os servidores públicos. Caso essa proposta seja aprovada, acontecerá um verdadeiro confisco nos salários da categoria. Em estados, como o Rio Grande do Sul, onde os policiais já descontam 14% para a previdência, com a criação da alíquota extra a contribuição poderá chegar a 22%, com uma expressiva diminuição salarial.

A recepção dos passageiros que embarcavam e desembarcavam no aeroporto foi bastante favorável. Como frisou o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, que estava junto com outros policiais civis no aeroporto, “precisamos mostrar para a opinião pública como essa reforma será nociva para a segurança pública. É fundamental termos o apoio da população, que também será duramente atingida pelo projeto, com a mudança do regime solidário para o de capitalização, a flexibilização da idade mínima e, principalmente, a desconstitucionalização da previdência”.

Nesta terça-feira (02), a partir das seis da manhã, os policiais repetirão os protestos no aeroporto Salgado Filho. Aproveitando o embarque de parlamentares, logo de manhã cedo, as entidades aumentarão a pressão sobre os deputados federais gaúchos.

Essas atividades fazem parte de um processo de mobilização, convocado pela UPB (União dos Policiais do Brasil), que culminará com um grande ato em Brasília, em defesa da Aposentadoria Policial, no dia 10 de abril. Nesse dia, policiais de todo o país se deslocarão para a capital federal, quando realizarão um grande ato de denúncia da reforma da Previdência e dos ataques à aposentadoria policial.