Policiais realizam protesto contra resultado de júri no Centro de Caxias

Foto_ato_Caxias_siteDezenas de policiais realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (6) em frente à Delegacia Regional de Polícia em Caxias do Sul, na esquina da Rua Marquês do Herval, esquina com a Rua Sinimbu, no Centro. O ato foi encerrado com um sirenaço. Também foi distribuído um panfleto à população.

Os agentes públicos se manifestaram contra o júri que condenou Douglas Faoro de Castro a sete anos de prisão no regime semiaberto, pelo homicídio de um policial civil e uma mulher, além da tentativa de homicídio de outros dois policiais em 2007.

Para o inspetor de polícia e organizador do protesto, Rafael Cardoso da Silveira, o resultado do júri banaliza a vida do policial civil.

Participaram da manifestação membros da Polícia Civil, Brigada Militar (BM), da Defesa Civil e a Ugeirm (Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul).

No dia 7 de outubro de 2011, Castro matou o policial civil Luis Antônio Medeiros de Matos e Maria Fátima de Souza. Além disso, houve a tentativa de homicídio contra o delegado Marcelo Grolli e o agente Guilherme Eduardo Brenner Michael. Os crimes aconteceram durante uma operação contra o tráfico de drogas no bairro São José.

A Ugeirm irá ingressar na Justiça como assistente de acusação. A entidade quer, com isso, buscar a anulação do julgamento de Douglas Faoro de Castro.

Foto_ato_Caxias_site_int1Castro estava preso desde a data do crime, mas agora, com a sentença do dia 19 deste mês, teve a revogação da prisão preventiva e está em liberdade. Uma nota de repúdio foi emitida na semana passada pelo Sindicato. Para o presidente da entidade, Isaac Ortiz, um crime como este precisa ter como pena o regime fechado.

— Esse rapaz, esse marginal que matou o policial civil e outra moça está solto, dando risada da vida. Isso não é possível, não entendemos como isso pode ter acontecido. Estamos nos inteirando dos fatos para ver o que aconteceu, se os jurados não entenderam os quesitos. Esse júri tem de ser anulado — diz Isaac Ortiz.

Conforme o promotor Rodrigo de Oliveira Vieira, em entrevista à Gaúcha Serra no dia 20, os jurados entenderam que Castro não teve a intenção de matar o agente Luis Antônio Medeiros de Matos nem Maria Fátima de Souza. A intenção era atingir o delegado, que na decisão dos jurados, foi um crime de lesão corporal, e não de tentativa de homicídio. Ele apenas foi condenado pela tentativa de homicídio contra o agente que não chegou a ser baleado. O promotor já solicitou a anulação do julgamento.

Veja abaixo o vídeo do Sirenaço realizado durante o Ato:

Com informações da Rádio Caxias.