Porto Alegre: 14 assassinatos em dois dias, 740 assaltos a ônibus em quatro meses

16773348O final de semana em Porto Alegre foi, novamente, de violência. Na Capital foram registrados 14 assassinatos em dois dias. De acordo com o Chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt e o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas Moreira, as mortes não têm relação direta com a Operação Padrão dos trabalhadores da Segurança Pública. O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, também acha que as mortes não são consequência da operação Padrão. Para Ortiz “essas mortes são resultado da política homicida do Governo Sartori/PMDB. Os trabalhadores não tem nenhuma responsabilidade por elas, na verdade eles também são vítimas dessa política. A mesma política que faz uma afronta aos trabalhadores, pagando R$650,00, é a que transformou a violência em uma epidemia no nosso estado. Essas vidas que foram tiradas, podem ser debitadas na conta da falta de política de segurança do governo. Se alguém quiser saber o responsável por essas mortes, é só ir no Palácio Piratini, ele vai estar lá, sentado na cadeira do governador, atende pelo nome de José Ivo Sartori e é filiado ao PMDB”.

740 assaltos a ônibus em Porto Alegre

Um dos crimes que mais atingem a população, e é extremamente traumatizante, é o assalto a ônibus. É um crime que atinge preferencialmente os trabalhadores e a população de mais baixa renda. São essas pessoas que usam o transporte coletivo. Somente nos últimos quatro meses, foram registrados 740 assaltos a ônibus e lotações em Porto Alegre. Uma média de 180 assaltos por mês. O principal alvo desses assaltos são os telefones celulares. Como esse aparelho hoje é uma necessidade para a maioria das pessoas, eles significam uma perda direta para o cidadão, que precisa comprar, o mais rápido possível, um novo aparelho.

O combate a esse tipo de crime necessita da presença do policiamento ostensivo, como forma de inibir a presença dos bandidos nos coletivos. No entanto, como o efetivo da polícia é o menor da história, policiamento ostensivo é uma prática que está fora do vocabulário da segurança pública. Sabendo disso, os bandidos se sentem à vontade para assaltar uma média de 180 ônibus e lotações por mês.

O presidente da UGEIRM, se mostra extremamente preocupado com essa situação. Ortiz lembra que “é necessário a população saber que esses números têm ligação direta com a política do governo Sartori para a Segurança Pública. Por isso, é fundamental que o cidadão apoie as manifestações dos trabalhadores da segurança. A paralisação de quinta-feira (4) é para defender a população gaúcha. Vamos parar porque não é mais possível convivermos com o medo de sairmos às ruas, ou apenas pegar um ônibus. O povo precisa saber que o policial que está se colocando na linha de frente, combatendo os bandidos que aterrorizam a vida dos cidadãos, está com a sua conta zerada, por só ter recebido R$650,00 no fim do mês. E precisa saber também que o responsável por isso é o governador Sartori/PMDB”.