Recuo de Temer/PMDB é manobra para acabar com aposentadoria

matriz5Todos os jornais amanheceram, nesta sexta-feira (07), com manchetes falando de um dito recuo do governo na reforma da Previdência. Mais uma vez, o governo Temer/PMDB tenta confundir a população, com o único objetivo de aprovar o fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. São levantados possíveis cinco pontos onde o governo poderia recuar. Há um mês atrás, a mesma tática foi aplicada, com uma possível retirada dos servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência. Na semana seguinte, vimos que a história era outra e o governo já falava de um recuo do recuo. Tanto em março, como agora, o objetivo é claro: dividir a resistência da população aos ataques aos seus direitos.

Sempre que se sente pressionado, o governo Temer/PMDB tenta desviar a atenção e criar algum “factoide”. Em março, foram as mobilizações do dia 15 que causaram o falso recuo. Agora, ao ver sua base se esfacelando, com os políticos do PMDB, como Renan Calheiros, cobrando a conta do apoio ao Impeachment e ameaçando abandonar a canoa furada que se tornou o governo, Temer/PMDB lança mais um balão de ensaio. Os trabalhadores não podem se enganar, não existe recuo do governo. A única alternativa à reforma apresentada é a sua rejeição completa. O governo sabe que, com as pessoas nas ruas cobrando dos parlamentares, ele não vai conseguir aprovar o fim da aposentadoria. A única chance de Temer/PMDB conseguir seu objetivo, é com os trabalhadores calados e divididos.

Greve Geral do dia 28 será a pá de cal na reforma da Previdência

O governo sabe que a população na rua e mobilizada é a única coisa que pode inviabilizar a aprovação do fim da aposentadoria. Por isso, vai tentar de todas as formas que o dia 28 de abril seja um fracasso. A mídia vai bombardear diariamente os movimentos sociais. Serão cada dia mais comuns manchetes com supostos recuos do governo, que serão desmentidos no dia seguinte. As categorias mais mobilizadas verão, cada vez com mais frequência, notícias de que ficarão fora da reforma. Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “o jogo ficará mais pesado a partir de agora. Por isso, é fundamental que tenhamos muita calma e firmeza nesse momento. A única alternativa para garantirmos nossa aposentadoria, é a rejeição do projeto na sua totalidade. Não existe plano B, nem emenda que salve qualquer categoria. O governo vai tentar nos dividir, para depois poder nos atacar com mais facilidade. A Greve Geral do dia 28 de abril será um momento histórico no nosso país. Vamos fazer como os Argentinos fizeram ontem e vamos parar o país com uma voz única: não vamos aceitar que toquem na nossa aposentadoria. Não existe negociação de pontos da reforma. Ou os deputados rejeitam a reforma como um todo, ou os trabalhadores vão parar o país de uma vez”.