Reforma da Previdência vai acabar com o trabalho policial

Na semana passada, foi anunciado o texto final do relator da reforma da Previdência no Congresso Nacional. Para grande surpresa dos policiais, a Emenda da Segurança Pública não foi acatada no relatório final da Comissão que analisa a PEC 06/2019. O sentimento geral dos policiais em todo o país, é de que a categoria foi enganada.

No dia 20 de maio, uma Comissão de representantes de Policiais Civis, Policiais Federais e Policiais Rodoviários Federais foi recebida pelo Presidente Jair Bolsonaro. Nessa reunião o Presidente se declarou favorável a um tratamento isonômico entre os militares e os policiais e garantiu a inclusão da Emenda da Segurança Pública no relatório final da Comissão. Porém, o que vimos foi exatamente o contrário, enquanto os policiais continuam na reforma da Previdência, com vários direitos atacados, os militares, incluindo os Policiais Militares, terão uma legislação específica que garantirão todos os seus direitos. O que veremos, se a reforma for aprovada do jeito que está, será um país que terá duas polícias com direitos e aposentadorias diferenciadas. Um exemplo são as regras para as pensões dos policiais. Pelo texto da reforma, se um soldado do Exército e um agente da PF, ambos com 27 anos, morrerem na fronteira na mesma operação, uma viúva terá pensão integral por toda a vida e a outra, apenas 43% do salário do falecido durante quatro meses.

Quebra da palavra de Bolsonaro terá como consequência o fim dos direitos dos policiais

O não cumprimento de promessas por parte dos políticos, não é nenhuma novidade. Porém, quando a quebra de um acordo significa a perda de direitos tão importantes para os (as) policiais, a resposta tem que ser imediata e firme. A não inclusão da Emenda da Segurança Pública no relatório da Reforma da Previdência significará o fim da Paridade, o fim da Integralidade, o fim da proteção aos familiares dos policiais, o fim das Promoções na Polícia Civil, o fim da Aposentadoria da Mulher Policial, diminuição salarial de ativos e inativos. Resumindo, com a aprovação da reforma da Previdência, os policiais brasileiros terão a pior aposentadoria policial do mundo.

Dia 25 de junho será o Dia de Defesa das Polícias Civis

Diante da quebra da palavra do governo Bolsonaro e da sua base aliada no Congresso, a única alternativa dos policiais é a mobilização. A Cobrapol, em Assembleia extraordinária realizada na última terça-feira (18), deliberou pela intensificação das mobilizações da categoria. Dentro do calendário deliberado, será realizado um Dia Nacional de Mobilização na próxima terça-feira (25), em todas as unidades da Federação. Aqui no Rio Grande do Sul, a UGEIRM está convocando um Dia de Defesa da Aposentadoria das Polícias Civis.

A UGEIRM está convocando os (as) Policiais Civis a enviarem vídeos, de até 1 minuto, expressando sua contrariedade com a Reforma da Previdência e o ataque aos seus direitos, como a Paridade, a Integralidade, a Aposentadoria da Mulher Policial, a Pensão por Morte, as Promoções, etc. No vídeo, que pode ser feito com celular, deverão constar o nome e a lotação do (a) policial. Esse material deverá ser enviado, através do Whatsapp para o número (51) 99766-0396, para será publicado no site e na página do Facebook do Sindicato, a partir de segunda-feira (24), como forma de mobilização para o Dia 25.

Nesse dia, o Sindicato está orientando a categoria para que realize uma hora de discussão, entre as 14h e 15h, para debater os efeitos da reforma da Previdência para os (as) Policiais Civis. Durante todo o dia, o Sindicato estará com uma banca montada em frente ao Palácio da Polícia, em Porto Alegre, distribuindo material e dialogando com a população, para explicar as consequências que a reforma trará para a Segurança Pública.

O Presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, convoca a categoria. “25 de junho será o nosso dia ‘D’. O dia em que denunciaremos a destruição que essa reforma da Previdência trará para as Polícias. Mostraremos que quem ataca direitos dos (as) policiais, está atacando a segurança da população. Um governo que se elegeu tendo como bandeira principal a Segurança Pública, não pode promover um ataque desse tamanho contra os (as) policiais. Se o governo pensa que pode falar uma coisa durante uma reunião e fazer outra quando viramos as costas, está muito enganado. Nesta terça-feira daremos o primeiro passo na nossa mobilização. Vamos começar a debater entre nós e com a população. No dia 2 de julho, os policiais do Brasil inteiro estarão em Brasília para mais uma manifestação nacional em defesa da Aposentadoria Policial. Vamos mostrar ao governo que a palavra dada a um policial, tem que ser cumprida!”.

Clique aqui, e faça o download do cartaz do dia D, para colocar nas delegacias