Sartori/PMDB deve pagar menos de R$650 aos servidores neste mês

A decisão deve acontecer somente na próxima segunda-feira (28), mas a previsão da Secretaria de Fazenda é que, neste mês, o valor pago aos servidores será menor ainda do que o do mês de julho, que foi de R$ 650,00. Além disso, a tendência é de que o cronograma também seja ampliado, ultrapassando o dia 15 para a integralização de todos os salários. O temido encontro das folhas de pagamento deve ser adiado por um mês, para outubro. A justificativa do governo para que o encontro de folhas não aconteça já em setembro, é a Liminar obtida pelo governo, que suspende o pagamento das parcelas da dívida do estado com a União.

Governo tem usado o encontro de folhas para aprovar a renegociação da dívida

Desde o início do ano, o governo Sartori/PMDB vem ameaçando o encontro das folhas de pagamento dos servidores estaduais. Essa ameaça tem um objetivo claro: pressionar os parlamentares para a aprovação do acordo de renegociação da dívida do RS com a União. Esse acordo pode representar a inviabilidade financeira do Rio Grande do Sul nos próximos anos. Em troca de uma moratória de três anos, o governo será obrigado a vender empresas públicas, como a CEEE, congelar investimentos e salários dos servidores, além da não contratação de novos servidores. Com tudo isso, a previsão é que, ao fim da moratória, a dívida do estado tenha um acréscimo de mais de R$ 10 bilhões.

Sabendo da dificuldade de aprovar uma renegociação tão absurda como essa, o governo Sartori/PMDB ameaça os parlamentares com o caos. Só existe um porém, ninguém consegue acreditar nos números apresentados. Esse governo já se mostrou um mentiroso contumaz. Já falsificou números de homicídios, já anunciou déficit de R$ 4 bilhões que se transformou, como num passe de mágica, em R$ 140 milhões e a cada momento apresenta um número diferente sobre o comprometimento da receita do estado com a folha de pagamento dos servidores (veja matéria aqui).

Por outro lado, sabemos que esse governo também não tem escrúpulos e, se for necessário, vai instalar o caos no RS para aprovar a renegociação da dívida. Portanto, o encontro das folhas de pagamento é um realidade, apesar dos números não apontarem para essa necessidade. Por isso, o diretor da UGEIRM Pablo mesquita, alerta: “nossa reação deve ser na mesma proporção do descaramento do governo. Se nosso salários não forem pagos, temos que ter uma reação a altura. Na quinta-feira (24), vamos reunir nosso Conselho de Representantes e vamos traçar nossa resposta ao possível encontro das folhas. Se o governo pensa que vai brincar no nossos salários, está muito enganado”.