Sartori/PMDB tira o corpo fora: “Não criamos a violência que existe hoje”

ssartori_expointer_2016Em discurso na Expointer, neste sábado (29), o governador Sartori/PMDB tentou tirar suas digitais da epidemia de violência que vive o nosso estado. Mas a realidade teima em contrariar o governador. Somente na madrugada de domingo (29) para segunda (30), tivemos cinco mortes violentas na região metropolitana.

Desde que assumiu, o governador Sartori/PMDB tenta se livrar das suas responsabilidades. Invariavelmente cita o governo anterior para justificar a sua incompetência. Esse discurso poderia até encontrar algum eco na sociedade durante os primeiros meses de mandato. Porém, depois de mais de um ano e meio, a população já não engole a transferência de responsabilidades. Os mais de 50% que veem o governo como ruim ou péssimo, já se deram conta de que esse é um governo fraco e medroso. Sartori/PMDB já colocou a responsabilidade pela crise da segurança na população, já responsabilizou o governo anterior pela crise financeira do estado, agora diz que não inventou a violência. Daqui a pouco vai dizer que não tem culpa se a população votou nele para governador.

Violência tem a marca do governo Sartori/PMDB

O que o governador não quer ver, é que essa violência absurda é resultado direto das políticas que aplicou desde o início do seu mandato. Não era necessário bola de cristal para prever, ainda no início do ano passado, o que está acontecendo agora. O corte de investimentos públicos, a suspensão da contratação dos policiais aprovados, os constantes parcelamentos de salários, a falta de investimentos nos presídios, além de uma total falta de política estratégica na área de segurança, só poderiam levar a essa situação de caos na segurança pública.

E o governador continua tomando medidas que não vão alterar em nada o quadro do nosso estado. A convocação da Força Nacional pode até ter um efeito psicológico no ânimo da população, que se encontra completamente aterrorizada. Mas pode trazer consequências extremamente desagradáveis a médio e longo prazos. Sem a valorização dos policiais locais, de nada adianta trazer uma Força que vai atuar de forma restrita, por um pequeno espaço de tempo, apenas para dar alguma satisfação para a população.

Fim do parcelamento de salários é pré-condição para combate à violência

O principal sinal que o governo poderia dar ao povo gaúcho, é assumir a sua incompetência na área e convocar a sociedade civil para discutir um verdadeiro projeto de segurança pública. Além disso, tem que retomar os investimentos na área de segurança pública e acabar com o famigerado parcelamento dos salários, já a partir do mês de agosto. Sem essas medidas básicas, qualquer outra providência não vai alterar em nada a realidade da segurança pública no Rio Grande do Sul.

Não existe combate à violência com policiais sem salários. Qualquer política de segurança pública, começa com um princípio básico: profissionais remunerados pelos serviços que prestam à sociedade. A população paga impostos, que foram aumentados pelo governador Sartori/PMDB, para pagar os salários dos policiais que garantem a sua segurança. Se esses salários não são pagos, alguém fica com esse dinheiro no meio do caminho. Para onde foi o dinheiro arrecadado com o aumento do ICMS e do IPVA, aprovado pelo governo Sartori/PMDB? Quem pagou esses aumentos foi a população e ele deveria ser investido para melhorar a sua vida, garantindo segurança, educação e saúde. Outra pergunta: se o governo pagou de pagar a dívida com a União, para onde esse dinheiro está indo? Não se sabe. A única coisa que o governo diz é que não tem dinheiro. A população está cansada de um governo que não assume suas responsabilidades. Os gaúchos já não aguentam mais governantes que só sabem jogar a responsabilidade para os outros. Se o governador Sartori/PMDB não quer assumir a responsabilidade de governar, que peça para sair e dê a oportunidade a outro. O que não podemos mais aguentar é vermos as pessoas morrerem, enquanto o governador diz que não inventou a violência. Pode não ter inventado, mas que fez ela entrar nas nossas casas, isso ele não pode negar.

Os policiais não vão ficar calados enquanto a segurança pública é destruída

Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “a polícia civil não pode ficar calada, enquanto o governador Sartori/PMDB destrói a segurança pública dos gaúchos. Esse governo medroso e irresponsável tem que ter a resposta que merece. Se nossos salários forem novamente parcelados, temos que dar a única resposta possível: parar as nossas atividades. Esse é um compromisso que temos com a população gaúcha. Vamos nos mobilizar em cada canto desse estado, é uma questão de dignidade. Se o Sartori/PMDB não assume suas responsabilidades, nós assumimos as nossas. Nossa responsabilidade é com o povo gaúcho e vamos para as ruas mostrar quem está destruindo o Rio Grande do Sul. O nosso Conselho de Representantes jpa deliberou: parcelou os salários, no dia seguinte paralisação de 15 horas e Operação Padrão até a integralização dos salários”.