Polícia Civil completa 190 dias de atraso em Promoções

sartori_enrolando2A última publicação de promoções de Policiais Civis aconteceu em 24 de junho de 2016. De lá para cá, já se passaram duas datas para publicação, completando 190 dias de atraso. Ou seja, nesse período, o governo já deveria ter publicado duas promoções. Enquanto isso, o governo Sartori/PMDB segura a publicação das promoções, com o único intuito de alimentar o discurso da crise financeira do estado. Discurso mentiroso, como prova a divulgação das contas do ano de 2016. No orçamento enviado à Assembleia Legislativa, ainda em 2015, o governo previa um déficit de mais de R$ 4,5 bilhões nas contas do estado. Ao final do ano, com a divulgação do resultado financeiro de 2016, os gaúchos tiveram uma surpresa: o déficit real ficou em R$ 140 milhões. Uma diferença absurda de mais de R$ 4 bilhões nos cálculos do governo. Ou o governo tem técnicos muito incompetentes, ou houve uma clara manipulação dos números, com o claro intuito de vender a sensação de crise e aprovar suas propostas na Assembleia Legislativa.

A questão é que essa manipulação foi feita usando os salários dos servidores públicos, os investimentos em segurança, educação e saúde e o atendimento à população gaúcha. Em 2017, o atual governador e candidato à reeleição, Ivo Sartori/PMDB, continua com o mesmo desrespeito. O atraso de salários continua e, além disso, as promoções continuam engavetadas, sem previsão de publicação.

Na próxima quarta-feira (31), a direção da UGEIRM estará reunida com o Chefe da Casa Civil, Fábio Branco. O Secretário assumiu a Casa Civil no último mês, em meio a uma reformulação do governo Sartori/PMDB. A UGEIRM pediu uma audiência com Fábio Branco para tratar de assuntos de interesse da categoria. O principal deles, é a publicação das promoções da Polícia Civil.

Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “essa negociação é fundamental. O governo vem protelando a publicação das promoções com a clara finalidade de vender o discurso da crise. Com isso, pretende aprovar a venda do patrimônio público e a retirada dos direitos dos servidores. Até agora, tudo que conseguimos desse governo, foi com muita pressão e mobilização. Foi assim com a manutenção da implantação da nossa Tabela de Subsídios e a publicação das promoções no ano passado. As várias operações padrão e o boicote às Operações Policiais, foram fundamentais para mantermos essas conquistas. Dessa vez não será diferente”.