Se os policiais não lotarem a Assembleia, atraso de salários vai ser oficializado

Essa semana será decisiva para o futuro dos salários dos policiais civis. A partir desta terça-feira (11), será retomada a votação do Pacote de Maldades do governo Sartori/PMDB. Depois de aprovar o fim da licença prêmio e do tempo ficto, a bancada do governo se sente fortalecida. Nessa semana tentará colocar em votação os projetos que oficializam os atrasos de salários dos servidores e o calote do 13º, além do ataque à organização sindical dos servidores.

O principal objetivo desse governo é atacar os servidores públicos. Pois sabem que a única coisa que tem mantido os serviços públicos, são os seus servidores com seu trabalho e dedicação, apesar dos constantes parcelamentos e cortes de investimentos. Com o ataque aos servidores, o governo terá o caminho livre para implementar a sua agenda de Estado mínimo. O ataque à aposentadoria especial dos policiais civis, que o governo fez na semana passada, com o reconhecimento do Parecer da PGE que julga inconstitucional o direito conquistado na Constituição de 1988, é apenas mais um episódio desse desmonte do serviço público.

Por tudo isso, se os policiais não ocuparem as galerias da Assembleia Legislativa a partir desta terça-feira (11), o governo Sartori/PMDB se sentirá mais fortalecido ainda para acabar com a aposentadoria especial dos policiais e, mais a frente, com as poucas conquistas que nos restam. O presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, chama a responsabilidade de todos os policiais. “Esse é um momento histórico para os policiais. Talvez seja o governo onde nossos direitos tenham sido colocado mais em risco. Atraso de salários, aumento da alíquota da previdência, fim da licença prêmio, atraso das promoções e, agora, fim da aposentadoria policial. Esses são apenas alguns dos ataques que estamos sofrendo. Se continuarmos fingindo que nada está acontecendo, ao fim desse governo não sobrará nada. Temos que ocupar a Assembleia Legislativa e impor uma grande derrota a esse governo. Nossa mobilização, combinada com um grande boicote às operações policiais poderá fazer esse governo parar. A responsabilidade é nossa.”