Segunda-feira (30) é dia de mobilização da Segurança Pública

marcha_segurancaNesta segunda-feira (30), as entidades da segurança pública estarão mobilizadas contra o desmonte da segurança pública, promovido pelo governo Sartori/PMDB. Logo pela manhã, a partir das 10h, as entidades que compõem o Bloco da Segurança Pública estarão no Aeroporto Salgado Filho, distribuindo panfletos e dialogando com a população sobre a nossa mobilização. O objetivo é mostrar e denunciar a atual situação de total descaso com a segurança pública.

Na parte da tarde, a partir das 14h, as entidades estarão presentes na Audiência Pública sobre o desmonte do serviço público no RS, no auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa. O evento é promovido pela Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público e vai discutir o PL44/2016, que terceiriza funções públicas do Estado por meio de parcerias com organizações sociais de direito privado para a gestão de fundações, autarquias e até escolas estaduais.

Veja  abaixo o panfleto que vai ser entregue à população

Desmonte da segurança pública está tirando a vida dos gaúchos

Ao assumir o governo, uma das primeira medidas tomada pelo governo, foi cancelar a contratação dos policiais civis, brigadianos e bombeiros já aprovados em concurso. O resultado disso vemos agora nas ruas. As taxas de homicídios dispararam a níveis nunca antes vistos. Os assaltos passaram a fazer parte da rotina dos cidadãos. O roubo de carros bateu um recorde histórico em 2015, um carro foi roubado a cada 39 minutos em Porto Alegre. Enquanto isso, a população aterrorizada não sabe a quem recorrer.

Menor efetivo da história

O policiamento ostensivo foi reduzido drasticamente. É cada vez mais raro encontrarmos um brigadiano nas ruas. A polícia civil está sobrecarregada, sem condições de realizar as investigações, enquanto a falta de peritos inviabiliza a conclusão dos processos, que se acumulam nas delegacias. Apenas 5,5% dos inquéritos de homicídios chegam ao Tribunal do Júri na Região Metropolitana.  Esse é o retrato de uma polícia que está sendo destruída pelo governo Sartori, com o menor efetivo da sua história.

Salários parcelados

Os policiais estão desmotivados, sem promoções desde que o governo Sartori assumiu. O parcelamento de salários se tornou uma rotina, com a possibilidade de, em junho, ocorrer o acúmulo de dois salários sem pagamento. Enquanto isso, o governo não é capaz de tomar uma única atitude, além de gastar milhões em propagandas nos meios de comunicação.

Presídios superlotados

Os presídios são um retrato da incompetência do governo Sartori na área de segurança. O Presídio Central é um mapa do inferno. Superlotado, é constantemente interditado pela justiça, sem condições de receber novos presos. Enquanto isso, o governo, com três anos de atraso, inaugura o presídio de Canoas e não consegue estabelecer uma política de transferências que seja capaz de desafogar o sistema carcerário.

Recorde de assassinatos

Toda essa incompetência resultou em 6.408 vidas perdidas nos municípios da Região Metropolitana e do Vale do Sinos, entre 2011 e 2015. A maioria jovens, vitimados por armas de fogo. Vivemos uma epidemia de homicídios, com 33,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes por ano. É três vezes mais mortes que o índice considerado aceitável pela ONU.

União na defesa da segurança pública

A população gaúcha precisa reagir. Não podemos mais assistir, calados, ao governo do estado tirar a vida dos seus jovens. É preciso dar um basta no desmonte da segurança pública. As entidades dos trabalhadores da segurança pública chamam os gaúchos e gaúchas a se unirem na defesa da segurança pública.

– Contratação imediata dos policiais concursados.

– Fim do parcelamento dos salários e retomada das promoções. Precisamos que os trabalhadores da segurança pública sejam tratados com dignidade. 

– Solução definitiva para a crise carcerária do nosso estado

– Retomada dos investimentos em segurança pública, para que as forças de segurança tenham condições de combater a criminalidade.

– E, principalmente, implementação de uma política de segurança séria e efetiva para combater a verdadeira epidemia de violência que tomou conta do Rio Grande do Sul.