Servidor da SUSEPE é morto durante escolta de preso em UPA de Caxias

Às 3 horas da manhã desta segunda-feira (7), o servidor da SUSEPE, Clóvis Antônio Roman, 54 anos, foi assassinado no interior da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, em Caxias do Sul. O Policial Penal participava da escolta de um preso que recebia atendimento na UPA.

Segundo informações da Brigada Militar, comparsas do detento entraram na UPA atirando e atingiram Clóvis e outro colega que também participava da escolta. Clóvis Antônio faleceu no próprio local, enquanto seu colega se encontra internado em estado grave. Outros dois funcionários da Unidade de Pronto Atendimento foram feridos, mas não correm risco de morte.

A direção da UGEIRM se solidariza com os colegas Policiais Penais e, particularmente, com os familiares e amigos de Clóvis Antônio. Ele é mais um profissional da segurança pública que foi morto, exercendo sua função de garantir a segurança da população. Para o presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “Clóvis é mais uma vítima da violência da nossa sociedade. É fundamental que sejam revistos os protocolos adotados para a escolta e custódia de presos. As facções criminosas estão se fortalecendo cada vez mais e é necessário que se aumente a segurança dos profissionais que fazem a escolta dos presos. Essa situação coloca em risco, não só os profissionais que participam da custódia, mas toda a população e os funcionários das Unidades de Saúde. Haja visto, os dois trabalhadores feridos em Caxias do Sul. Essa mudança no modelo de custódia é urgente, sob pena de presenciarmos mais mortes de inocentes”.

Delegacias de Polícia também estão sob risco

O fato ocorrido em Caxias do Sul, acende o sinal de alerta nas Delegacias da Capital e da região Metropolitana. Nesses locais, vários presos estão amontoados em celas e corredores, sem o mínimo padrão de segurança, para a custódia desses presos. As delegacias não foram projetadas para a custódia de presos em suas dependências, os prédios não são apropriados para essa finalidade e a custódia de presos não é uma das funções dos (as) Policiais Civis. Além disso, as Delegacias são locais de grande circulação de pessoas, tornando a situação mais arriscada ainda. Nesta segunda-feira, eram 49 presos nas celas das delegacias. Essa situação acontece, mesmo com uma decisão Judicial que obriga o estado a retirar todos os presos das Delegacias do estado. Decisão essa que vem sendo, reiteradamente, descumprida pelo governo do estado, em um claro desrespeito ao Judiciário.