UGEIRM convoca a categoria para acompanhar o júri dos assassinos do escrivão Rodrigo Wilsen

Em junho de 2017, há quase cinco anos atrás, o escrivão Rodrigo Wilsen participava, com a sua equipe, de uma operação policial contra o tráfico em Gravataí. Ao cumprir um Mandado de Busca e Apreensão, em um apartamento em Gravataí, Rodrigo foi covardemente assassinado por traficantes. Os assassinos foram presos em flagrante e aguardam, desde então, o julgamento no Tribunal do Júri.

Após muitas idas e vindas, com adiamentos por causa da pandemia, o julgamento dos assassinos do Rodrigo foi confirmado. Acontecerá nesta terça-feira (17), às 9 horas, no Fórum de Gravataí. A UGEIRM está convocando todos os policiais civis, da Capital e Região Metropolitana, para acompanhar o julgamento.

Quando foi assassinado, Rodrigo estava acompanhado pela sua esposa, que também é Policial Civil. Desde aquele dia, Raquel Biscaglia tem se dedicado incansavelmente à luta para que se faça justiça e os assassinos do seu marido sejam punidos. Durante essa luta por justiça, Raquel faz questão de frisar que a punição exemplar dos assassinos de Rodrigo tem uma importância que transcende uma simples punição a um homicídio. Quando foi baleado, Rodrigo estava trabalhando para cumprir uma ordem judicial, em nome do Estado. Seu assassinato é um ato contra a Polícia Civil e o próprio Estado. Ao atingir Rodrigo, todos os policiais que arriscam suas vidas diariamente, foram de alguma forma atingidos também. Por isso, o comparecimento ao Tribunal do Júri em Gravataí é uma obrigação para todos os policiais civis.

O Presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, reafirma a necessidade da punição dos assassinos de Rodrigo: “esse julgamento é extremamente importante, pois a punição dos assassinos não é apenas uma questão de justiça com Rodrigo e a sua família. O que está em jogo é a própria instituição Polícia Civil. Por isso, temos que lotar a frente do Fórum de Gravataí, demonstrando ao Judiciário que estamos alertas e vamos cobrar uma punição exemplar. Rodrigo foi covardemente assassinado, enquanto exercia seu dever de proteger a sociedade, como fazemos diariamente. Para que possamos realizar nosso trabalho, temos que ter a certeza que o Judiciário e a sociedade não vão permitir a impunidade a qualquer um que se levantar contra a Polícia”.