UGEIRM repudia cortes de horas extras e parcelamento dos salários

Foto_manifestacao_siteA UGEIRM repudia com veemência o corte de horas extras e diárias e o possível parcelamento dos salários dos servidores públicos, anunciado pela imprensa.

Os cortes estão prejudicando as operações da Polícia Civil em todo o estado e colocando em risco a segurança da população. A orientação do sindicato é para os policiais não cumprir jornada extraordinária em caso de não pagamento de horas extras.

“Isso significa o fim das operações policiais, praticamente o fim do atendimento aos locais de homicídio e os plantões de delegacia vão ter que fechar em certos horários para o pessoal poder almoçar e jantar. Porque não vai ter ninguém para substituí-los, né? Até as delegacias especializadas, que investigam exclusivamente crimes de homicídio, roubo e sequestro, por exemplo, serão atingidas pelo corte”, alerta o presidente Isaac Ortiz.

Além disso, a UGEIRM não irá admitir o parcelamento de salários. O Departamento Jurídico já estuda as medidas judiciais cabíveis. E com certeza, haverá luta, afirma o vice-presidente Fábio Castro. “Mobilizaremos a categoria e paralisações não estão descartadas.”

Desde o início do governo, o Sindicato cobra que o governador José Ivo Sartori (PMDB) cumpra a promessa que fez de que serviços essenciais do Estado, como Saúde, Educação e Segurança teriam um tratamento excepcional na política de cortes anunciada. “Defendemos a revisão do decreto assinado pelo governador que reduziu em pelo menos 40% a autorização de horas extras no trabalho”, enfatiza a diretora de Assuntos de Gênero Neiva Carla.