Um Dia do Trabalhador com muito pouco para comemorar

O Dia 1º de Maio é uma data marcante para os(as) trabalhadores(as). É a hora de lembrarmos de todas as lutas que garantiram os direitos que temos hoje. A origem dessa data, como Dia dos Trabalhadores, está na luta pela redução da jornada de trabalho, no final do século XIX. De lá para cá, as condições de trabalho se alteraram muito. A limitação da jornada de trabalho, a proibição do trabalho infantil, a folga semanal, o direito a férias e tantos direitos que, hoje, parecem naturais, foram conquistados com muita luta e mobilização dos(as) trabalhadores(as).

Nesse ano de 2018 viveremos o primeiro Dia do Trabalhador sob a Reforma Trabalhista, que removeu vários direitos dos trabalhadores brasileiros. Por isso, é fundamental utilizarmos esse 1º de Maio para reafirmarmos nossa luta pela defesa dos nossos direitos e pela reversão do fim dos direitos trabalhistas. Em 2017, o Dia do Trabalhador foi marcado pela luta contra a reforma da Previdência e, com a nossa mobilização, conseguimos barrá-la e fazer com que o governo Temer a retirasse do Congresso Nacional.

Policiais civis terão mais um Dia do Trabalhador sem salários e sem horas extras

Neste ano, mais uma vez, a maioria dos(as) policiais civis vai passar o Primeiro de Maio sem pagamento. Além dos salários em atraso, esse mês, os(as) policiais ainda ficaram sem o pagamento das horas extras, que não foram processadas. Combinada com a superlotação das carceragens e a falta de efetivo nas delegacias do interior, que em grande parte funcionam com apenas um policial, temos um dia do trabalhador com muito pouco para comemorar no nosso estado.

O Primeiro de Maio sempre foi um dia de luta, mais do que de comemoração. É inspirados por esse espírito, que os policiais vão continuar sua luta em 2018. Este é um ano especial, em que ocorrerão eleições para presidente, governador, senador e para renovação das bancadas da Assembleia Legislativa e do Câmara dos Deputados. Por isso, nesse Dia dos Trabalhadores, é importante que os policiais se integrem às manifestações que acontecerão nas suas cidades, para lembrar à população quem são aqueles candidatos que retiram direitos, atrasam salários e votam contra os trabalhadores. Esses não merecem os votos dos gaúchos.