UGEIRM se reúne com secretário Beto Fantinel para reforçar reivindicação de simetria salarial para comissários da Polícia Civil
Representantes da UGEIRM e do Sinpol-RS estiveram presentes nesta quarta-feira (21) no escritório do deputado estadual e secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, para reforçar a reivindicação do Sindicato pela simetria salarial da Polícia Civil no Rio Grande do Sul. A luta busca corrigir uma grave distorção criada pelo governo estadual e que impacta diretamente a carreira, a valorização profissional e a permanência dos policiais civis na instituição.
A ruptura da simetria ocorreu em 2020, quando o governador Eduardo Leite promoveu a reestruturação da carreira da Brigada Militar, alterando a forma de remuneração dos policiais militares para o regime de subsídio. A mudança resultou em aumento salarial para os oficiais da BM e acabou com a equivalência histórica entre os Capitães da Brigada Militar e os Comissários da Polícia Civil, mantida desde 1962.
Além do secretário, estiveram presentes na reunião o vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, o 2º vice-presidente, Cládio Wohlfahrt, os comissários de Tapera Ronaldo Fantinel e Alisson Nogueira, e o presidente do Sinpol-RS Mário Flanir.
“A reunião foi de extrema importância porque o secretário, que já tinha conhecimento da nossa demanda, se comprometeu a cobrar e pautar o governo sobre o nosso pedido, para corrigir essa grave distorção. O impacto financeiro é plenamente viável e o retorno para a instituição seria enorme”, destaca Fábio.
A UGEIRM sempre ressaltou que a Simetria não se resume a uma questão remuneratória. Ela representa reconhecimento institucional, respeito à complexidade do trabalho policial civil e justiça na estrutura das carreiras da segurança pública. A sua retomada é fundamental para enfrentar o sucateamento funcional, a desvalorização profissional e a crescente onda de exonerações, provocadas pela defasagem salarial e pela falta de perspectiva na carreira.
“A Polícia Civil vive uma crise profunda, marcada por exonerações em série e perda de quadros qualificados”, explica Fábio. “A simetria é um passo decisivo para tornar a carreira novamente atrativa. Caso contrário, seguiremos para o colapso da segurança pública no RS”.
