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Palácio da Polícia é interditado em ato simbólico para denunciar abandono da categoria

O Palácio da Polícia foi interditado pela UGEIRM Sindicato, na manhã desta terça-feira (21), em uma ação simbólica, para denunciar as precárias condições de trabalho nas delegacias gaúchas e chamar a atenção da sociedade para o abandono enfrentado pelos(as) policiais civis.

Com cartazes e fitas de segurança amarelas e pretas, o ato foi realizado em protesto contra o descaso do governo estadual, que segue sem realizar promoções e reajustes salariais para a categoria. Na semana passada, esse quadro foi ainda mais agravado com a confirmação de mais policiais exonerados, chegando a marca de 42 somente em 2025.

“Viemos até o Palácio da Polícia para fazer, de forma simbólica, aquilo que o poder público já devia ter feito há muito tempo: interditar o prédio”, explica Fábio Castro, vice-presidente da UGEIRM Sindicato. “Com esse gesto, queremos chamar a atenção, não só para o Palácio, mas também para outras unidades policiais, como em Caxias do Sul, em Viamão e Santa Maria, que vivem um cenário de abandono com péssimas condições de trabalho”.

Foto: Joana Berwanger/UGEIRM

A escolha do local para o ato simbólico desta terça não poderia ser outra, já que o Palácio da Polícia, ícone da categoria, sofreu duas inundações neste ano e se encontra em estado crítico de conservação, colocando em risco tanto os policiais quanto o público que frequenta o espaço. Para se ter ideia, a chefia da Polícia Civil deixou de trabalhar no local por causa da estrutura precária, e o Ministério Público abriu uma apuração para verificar as condições do prédio.

A situação do Palácio, no entanto, reflete um problema generalizado. O DEIC, por exemplo, após ter sido desalojado pelas enchentes do ano passado, já enfrentou três incêndios no prédio onde estava instalado provisoriamente. Situações semelhantes têm sido relatadas em diversas delegacias do interior do Estado, revelando um quadro de abandono estrutural da Segurança Pública no Rio Grande do Sul.

“Várias unidades policiais do nosso estado se encontram em situação muito precária e com um risco à saúde e à integridade física dos policiais civis”, destaca Fábio. “Estamos aqui para denunciar isso. O governo do Estado não dialoga com os servidores. Gostam de se vangloriar que os índices de criminalidade estão baixando, mas a que custo? Precisamos de reconhecimento, com condições dignas de trabalho e salário”.

Confira as fotos da ação:

Foto: Joana Berwanger/UGEIRM
Foto: Joana Berwanger/UGEIRM
Foto: Joana Berwanger/UGEIRM
Foto: Joana Berwanger/UGEIRM
Foto: Joana Berwanger/UGEIRM
Foto: Joana Berwanger/UGEIRM