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Restauração da Simetria com os Capitães da BM é tão justa quanto reajuste dos Procuradores

A Assembleia Legislativa aprovou, na quarta-feira (17), o Projeto de Lei, enviado pelo governo Eduardo Leite, que reajusta os subsídios dos Procuradores do estado em 12,49%. A valorização de todas as carreiras do estado é, além de justa, uma política que beneficia a população, pois melhora o serviço prestado à sociedade. Portanto, o reajuste concedido aos Procuradores é justo e merecido para essa categoria.

No entanto, quando o Governo tem pesos e medidas diferenciados, concedendo reajustes e vantagens para algumas categorias e “esquecendo” de outras, cria-se uma situação de desequilíbrio que é prejudicial à população. O resultado disso é a desvalorização de categorias como a dos Policiais Civis que, desde o início do governo Eduardo Leite, vem sendo tratada com desprezo, com direitos retirados, salários achatados e, inclusive, sendo rebaixada em relação a outras categorias da própria segurança pública. Um exemplo desse descaso é o fim da simetria salarial dos Comissãrios de Polícia com os Capitães da Brigada Militar.

Se o governo Eduardo Leite tivesse, pelo menos, um mínimo de coerência, deveria ter encaminhado, junto com o PL dos Procuradores, um projeto corrigindo o absurdo que cometeu, ao acabar com a Simetria dos Comissários com os Capitães da BM. Porém, para o Governo vale a máxima de que “todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”. No final, quem sofre com essa “incoerência” do governo é a população do estado. A desvalorização dos policiais civis tem causado uma verdadeira explosão nas exonerações, com a perda de valorosos servidores. Esse preço será pago mais adiante pela população, com o aumento da violência e da insegurança no nosso estado.