UGEIRM e SINTERGS articulam mobilização unificada para acabar com confisco de aposentadorias
A direção da UGEIRM realizou, na última quarta-feira (01), uma reunião com o SINTERGS, representado pelo presidente Nelcir André Varnier e pelo vice-presidente Danilo Krause, para definir estratégias de enfrentamento ao confisco imposto aos aposentados (as) e pensionistas do serviço público estadual.
O encontro teve como ponto central a construção de uma mobilização unificada para pressionar tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o Governo Eduardo Leite a pôr fim à cobrança abusiva da alíquota previdenciária de 14% sobre os valores que excedem o salário mínimo, medida já questionada na ADI 6254, que conta com maioria formada pela sua derrubada no STF.
A UGEIRM já vem, há tempos, atuando diretamente junto ao STF pela conclusão do julgamento da ADI 6254, inclusive com a realização de reuniões com ministros da Corte, em Brasília, reforçando a necessidade de um desfecho imediato para um processo que se arrasta há anos e penaliza milhares de aposentados e pensionistas.
Durante a reunião, as entidades definiram a atuação em duas frentes. A primeira é intensificar ainda mais a pressão sobre o STF para que finalize o julgamento e consolide a decisão favorável aos aposentados. A segunda é cobrar do Governo do Estado a imediata redução da alíquota previdenciária, retomando os patamares anteriores à reforma da Previdência.
A mobilização no âmbito estadual surge a partir de um convite da direção do SINTERGS, com o objetivo de ampliar a articulação entre as entidades e fortalecer a luta contra o confisco das aposentadorias. Como ponto fundamental, ficou encaminhada a realização de um grande ato unificado em Porto Alegre, no mês de maio. A atividade será protagonizada pelos aposentados e pensionistas, mas será aberta à participação de todos os servidores públicos estaduais. Além do fim do confisco, a mobilização também irá cobrar a revisão geral dos salários do funcionalismo, diante das perdas acumuladas nos últimos anos.
A UGEIRM já iniciou a organização de uma ampla convocação dos(as) policiais civis aposentados(as), incluindo colegas do interior do estado, para os quais será garantido o deslocamento até a Capital.
Para o vice-presidente da UGEIRM, Fabio Castro, a participação massiva dos aposentados será decisiva para o sucesso da mobilização. “É fundamental que todos os aposentados participem. Foram justamente os aposentados os mais atingidos pelas reformas da previdência, tanto do governo Bolsonaro quanto do governo Eduardo Leite. Precisamos construir uma grande mobilização, agregando o maior número possível de categorias, para dar uma resposta à altura desses ataques”, destacou.
