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Entidades protocolam emenda ao orçamento de 2026 propondo reajuste de 15,2% para servidores estaduais

Proposta apresentada pelas entidades busca repor parte das perdas salariais acumuladas e corrigir defasagem histórica dos vencimentos.

Na última quarta-feira (8), a UGEIRM, juntamente com as demais entidades representativas dos servidores públicos estaduais, protocolou na Assembleia Legislativa uma emenda à proposta orçamentária para 2026, apresentada pelo governo Eduardo Leite. A proposta original do Executivo não prevê qualquer índice de reajuste geral para os servidores públicos estaduais, ativos e inativos.

O índice de 15,2% foi definido com base em um estudo técnico elaborado pelo DIEESE, que reúne argumentos econômicos e legais demonstrando a viabilidade e a necessidade da recomposição salarial. A justificativa anexada à emenda comprova que o reajuste é possível sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O percentual proposto busca repor parte das perdas acumuladas nos últimos anos e corrigir uma parcela da defasagem em relação à inflação. Embora não resolva toda a defasagem histórica, representa um avanço importante na recomposição do poder de compra da categoria. Segundo o levantamento do DIEESE, o Rio Grande do Sul é o estado que menos concedeu reajustes aos servidores públicos entre 2020 e 2025, acumulando apenas 6% de revisão geral no período.

O vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, afirmou que o governo não pode alegar falta de recursos para justificar a ausência de reajuste: “na própria proposta orçamentária apresentada pelo Executivo consta um aumento de 100% no valor das emendas parlamentares. Quem tem dinheiro para agradar parlamentares em ano eleitoral não pode dizer que não tem recursos para repor parte das perdas dos servidores que fazem o Estado funcionar”. Fabio Castro prossegue, ressaltando que “se o governo e sua base rejeitarem a emenda, ficará clara a prioridade deles: privilegiar suas candidaturas em detrimento da justiça com quem é responsável pelos menores índices de criminalidade da história. E se os parlamentares acham que poderão ignorar as reivindicações dos policiais e se eleger normalmente, estão enganados. Quem não valoriza quem garante a segurança da população, não merece o voto do povo gaúcho”.

O 2º vice-presidente da UGEIRM, Cladio Wohlfahrt, lembrou que, “no início do seu segundo mandato, o governador Eduardo Leite concedeu a si mesmo um reajuste de 32% no salário, enquanto os servidores seguem sem qualquer reposição. Esperamos que o governador não tenha a desfaçatez de orientar sua base aliada a votar contra a emenda apresentada pelas entidades. Se ele está tão preocupado com sua futura candidatura, é bom lembrar que os servidores públicos e suas famílias também votam”, concluiu o dirigente.

Entidades garantem realização de audiência pública sobre a revisão geral dos salários

Nesta quinta-feira (9), as entidades representativas dos servidores públicos estaduais garantiram a aprovação da realização de uma Audiência Pública na Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa. O objetivo é debater a proposta de revisão geral dos salários dos servidores do Estado.

A realização da audiência representa um passo importante na mobilização da categoria, permitindo que os servidores apresentem diretamente aos deputados os argumentos técnicos que comprovam a viabilidade econômica da revisão geral. As entidades reforçam a importância da presença maciça dos servidores na Assembleia Legislativa, durante a audiência. Segundo os representantes, somente com uma grande participação será possível demonstrar aos parlamentares a relevância da proposta e as consequências de uma eventual rejeição da emenda.