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Escudos balísticos evitam tragédia em operação da CORE e reforçam urgência de investimento em proteção

Uma operação realizada no último dia 27 de fevereiro, em Cachoeirinha, demonstra de forma inequívoca a importância do uso de equipamentos de proteção adequados nas ações policiais e reforça a necessidade de que o Governo do Estado providencie escudos e capacetes balísticos para todas as Unidades Policiais da Polícia Civil.

Policiais alvejados com tiros de fuzil durante entrada tática

Durante apoio à DPHPP de Gravataí, a equipe de Operações Especiais da CORE/GRI da Polícia Civil foi recebida a tiros no momento da entrada tática para cumprimento de mandado de prisão. O indivíduo, com histórico de homicídios, efetuou disparos de fuzil calibre 5.56 contra os policiais logo no acesso ao imóvel.

Ao ingressar no cômodo onde o suspeito se encontrava, o primeiro operador, na função de escudeiro, foi atingido por disparos de fuzil. O correto emprego do escudo balístico foi determinante para evitar uma lesão grave não apenas no policial atingido, mas também nos demais integrantes da equipe.

Após a violenta agressão, os policiais agiram com técnica e presteza, neutralizando a ameaça. Nenhum policial ficou ferido. O desfecho só não foi trágico graças à combinação entre preparo técnico e uso adequado do equipamento de proteção pela equipe da CORE.

Equipamento de proteção salva vidas de policiais

O episódio comprova, de maneira concreta, aquilo que a UGEIRM vem defendendo há muito tempo: treinamento e equipamento adequado salvam vidas. A realidade enfrentada diariamente pelos policiais civis demonstra que ocorrências envolvendo armamento de alto poder ofensivo não são situações excepcionais.

Um exemplo trágico dessa realidade ocorreu em janeiro de 2025, quando o escrivão de Polícia de Guaíba, Daniel Abreu Mendes, foi alvejado e morto durante uma operação policial em Butiá. A ausência de equipamentos de proteção adequados expõe os policiais a riscos extremos. Situações como essa reforçam a necessidade urgente de disponibilização de escudos balísticos e demais equipamentos de proteção para as equipes que atuam em operações.

Diante desse cenário, é inadmissível que as Unidades Policiais ainda não estejam plenamente equipadas com escudos e capacetes balísticos para atuação operacional. A UGEIRM já possui ação judicial em andamento para obrigar o Estado a fornecer os equipamentos de proteção individual necessários a todas as unidades policiais.

Na ação, o sindicato também exige que o Estado forneça equipamentos de primeiros socorros, a fim de viabilizar atendimento imediato em situações de risco. Após o Estado informar que não possui provas a produzir, a UGEIRM comunicou que está reunindo provas documentais e testemunhais, que serão oportunamente apresentadas à Justiça.

Governo precisa agir antes de uma nova tragédia

O vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, afirma que “não se trata de luxo ou excesso. Trata-se da preservação da vida de policiais que atuam na linha de frente do enfrentamento ao crime organizado e à violência armada. O caso ocorrido em Cachoeirinha deixa uma mensagem clara: quando há equipamento adequado e preparo técnico, vidas são preservadas. Quando faltam recursos, o risco recai diretamente sobre quem cumpre o dever.”

Fábio reforça que “a UGEIRM seguirá cobrando do Governo do estado investimento imediato em equipamentos de proteção para todas as Unidades Policiais, garantindo condições mínimas de segurança aos policiais civis em operações. Proteção não é privilégio. É obrigação do Estado.”