Notícias da Categoria

Policiais civis convivem com infiltrações, mofo e risco de choque elétrico em alojamento da DPPA de Santo Ângelo

O cenário de abandono da Polícia Civil gaúcha segue se espalhando pelas Unidades Policiais do estado e mostrando um Rio Grande que NÃO está diferente. Na DPPA de Santo Ângelo, policiais civis convivem, há meses, com infiltrações, mofo, alagamentos e até risco de choque elétrico no alojamento utilizado pelos plantonistas.

A situação, que já havia sido denunciada ainda em agosto de 2024, jamais foi solucionada. Desde então, os servidores relatam pedidos, reclamações e protestos ignorados, enquanto as condições do espaço se deterioram ainda mais. Segundo relatos encaminhados à UGEIRM, a água chega a escorrer pela rede elétrica do alojamento.

Policiais providenciaram consertos do próprio bolso

Sem apoio do Estado, os próprios policiais passaram a custear melhorias emergenciais do espaço. Após sucessivas crises alérgicas e problemas respiratórios, colegas pagaram do próprio bolso pela troca do parquet e tentaram amenizar o mofo existente no teto do alojamento. Mas o problema estrutural jamais foi resolvido. Como os vazamentos continuam sem reparo, cada chuva transforma novamente o local em um ambiente alagado, com goteiras constantes e infiltrações severas.

Uma categoria cada dia mais adoecida

Os relatos apontam que diversos colegas vêm adoecendo em razão das condições precárias do local, com aumento de atestados médicos e problemas respiratórios recorrentes. Em mais um retrato do abandono, policiais chegaram até mesmo a improvisar intervenções na laje externa da delegacia, tentando diminuir os alagamentos por conta própria. Ainda assim, segundo os servidores, o alojamento segue inundando e pingando intensamente sempre que chove. E o mais grave: até agora, ninguém apareceu para resolver o problema.

Precarização das Unidades Policiais espalhada pelo Estado

A realidade da DPPA de Santo Ângelo está longe de ser um caso isolado. A UGEIRM vem denunciando há anos o sucateamento das delegacias gaúchas, marcado por infiltrações, estruturas interditadas, falta de manutenção, risco elétrico, mofo e ambientes insalubres em diversas regiões do estado.

Enquanto o governo Eduardo Leite investe milhões em propaganda e discursos sobre modernização e inovação, tentando mostrar um Rio Grande que só existe em suas redes sociais, policiais civis seguem trabalhando, e adoecendo, em estruturas degradadas, improvisadas e incompatíveis com o mínimo de dignidade. O caso de Santo Ângelo escancara mais uma vez o abismo entre a propaganda institucional do governo e a realidade vivida diariamente pelos servidores da Polícia Civil gaúcha. Definitivamente, o Rio Grande NÃO está diferente!