Carceragens de Porto Alegre e região metropolitana a ponto de explodir
A situação das carceragens das delegacias da região metropolitana continua crítica. A UGEIRM fez um levantamento da situação das DPPAs nesta segunda-feira (23). O resultado é estarrecedor e muito preocupante. A regra é a superlotação, mais de setenta presos abarrotam as carceragens de Porto Alegre e da região metropolitana. Dessa maneira, em breve as DPPAs já poderão ter seus nomes modificados, para Cadeias Públicas da Polícia Civil. O que mais impressiona nesta situação, é o silêncio do poder público, em particular do governador Sartori/PMDB e do suposto secretário de segurança, Cezar Schirmer.
Esta situação mostra o descaso do governo do estado com a integridade física dos policiais civis. Tentativas de rebelião e motins em delegacias já se tornaram costume no nosso estado. Essa situação vem ocorrendo há quase dois anos e o governo não toma nenhuma providência. A única medida concreta tomada até agora foi colocar o ônibus trovão azul no pátio da Academia de Polícia, para abrigar presos. Para completar a situação, até mesmo a presidente do Supremo Tribunal Federal já lavou as mãos em relação aos presos em delegacias. Quando acontecer uma tragédia e perdermos a vida de um policial, de alguém que estiver sendo atendido ou de um preso, as ditas autoridades se pronunciarão lamentando o ocorrido e serão anunciadas medidas emergenciais que, novamente, não resolverão o problema.
Veja abaixo a situação das carceragens de Porto Alegre e da região metropolitana nesta segunda-feira (23):
1ª DPPA/DEIC: sete presos, alguns desde 4 de janeiro.
2ª DPPA: quinze presos, dez na cela e cinco no trovão azul.
3ª DPPA: sete presos, alguns há mais de uma semana.
Viamão: seis presos, alguns desde 9 de janeiro.
Novo Hamburgo: dois presos.
Alvorada: seis presos, alguns desde 11 de janeiro.
Gravataí: treze presos, alguns desde 6 de janeiro.
Canoas: dezessete presos, alguns desde 7 de janeiro (risco de rebelião, presos ameaçam com greve de fome).
