Carceragens de Delegacias voltam a abrigar presos colocando policiais em risco

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Desde ontem, terça-feira (13), as carceragens de algumas delegacias de Porto Alegre voltaram a abrigar presos de forma ilegal. Inclusive, na manhã desta quarta-feira, a carceragem da 2ª DPPA registrou uma briga entre facções nas suas dependências. Eram mais de 20 presos no xadrez da DPPA. No fim da tarde, a diretoria da UGEIRM esteve no local e ainda tinham quatro presos na carceragem. Os outros presos tinham sido transferidos para o Presídio Central, por ordem judicial. Os diretores da UGEIRM estiveram também nas dependências do DEIC. Lá ainda tinham dois presos na carceragem. Quatro já haviam sido transferidos para Charqueadas. De acordo com as apurações, ao todo eram 48 detidos em delegacias da Capital nesta quarta-feira.

O Rio Grande do Sul é referência no resto do país por só abrigar presos em presídios. Porém, desde o início do Governo Sartori, o Estado assiste a um retrocesso. Tem se tornado cada vez mais habitual a presença de presos em celas de delegacias da Região Metropolitana e Porto Alegre. O motivo principal são as constantes interdições do Presídio Central pela Justiça. Essas interdições têm ocorrido por total falta de condições e pela superlotação dos mesmos. A política de cortes nos investimentos levado a cabo pelo governo Sartori/PMDB, agravou o problema, levando a uma situação insustentável.

A UGEIRM, no mês de julho, já havia ingressado com um Ação Judicial para impedir essa situação. Na época, um pedido de Liminar  foi negado pela Justiça. O processo segue em tramitação e a UGEIRM pretende agregar novos fatos para que a justiça impeça a repetição desta situação.

De acordo com o Presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, “A UGEIRM vai continuar agindo para impedir mais essa atitude irresponsável do governo Sartori/PMDB. Além de exercerem atividades que não são da sua alçada, os policiais têm a sua integridade colocada em risco. Além das condições desumanas a que são submetidos os presos. As delegacias não possuem estrutura para abrigar presos. A sociedade não pode permitir essa situação. Pois o que é, hoje, uma exceção, pode se tornar corriqueiro, como acontece em vários estados. No Paraná, por exemplo, os policiais viraram carcereiros de cadeias superlotadas nas Delegacias, prejudicando o trabalho que a sociedade tanto necessita. Já que o Governador Sartori não demonstra a mínima preocupação com os policiais, vamos recorrer novamente à justiça, antes que uma tragédia aconteça”.