Política do governo Sartori/PMDB tira mais 22 vidas no fim de semana

Carro incendiado com duas pessoas no porta-malas, em Santa Rita, interior do estado.
Carro incendiado com duas pessoas no porta-malas, em Santa Rita, interior do estado.

Tivemos mais um fim de semana violento no nosso estado. Foram 22 homicídios registrados no sábado e no domingo do dia das mães. Infelizmente, essa realidade já se tornou rotina para os gaúchos. O risco é a população se acostumar com essa rotina de violência e os casos se tornarem apenas números. Infelizmente, não são apenas números, são vidas perdidas de forma brutal. Famílias desfeitas, pela incompetência e descaso de um governo que não consegue ter uma política de segurança séria. Um exemplo é o caso de Cristiano dos Santos Almeida, 29 anos, rapper e ativista social com atuação na comunidade da Vila Cruzeiro. Cristiano estava em um ônibus indo visitar a mãe, quando sofreu um assalto e foi baleado, vindo a morrer em seguida. Deixou órfão uma criança de 11 anos.

Vidas como a de Cristiano são perdidas todos os dias. Porém, para o governo do estado essas vidas se resumem a números de uma planilha. Assim como o corte de investimentos se resume a uma outra planilha do governador Sartori/PMDB. Possivelmente o governador do estado aparecerá em mais um vídeo dizendo que vivemos uma guerra contra o tráfico. Dirá que mais operações serão feitas para desmontar as quadrilhas que aterrorizam a população. Não, senhor governador, não vivemos uma guerra! Vivemos um desgoverno, que está levando o Rio Grande do Sul à bancarrota. O nosso estado caiu de 4º para 6º lugar nas exportações, a nossa infraestrutura produtiva recuou vinte anos, o desemprego está em seu maior patamar desde a crise internacional de 2008. E não adianta jogar a culpa na crise nacional. Nosso estado caiu em relação às outras unidades da federação. Isso se deve a uma política míope que só consegue enxergar uma saída: mais cortes em investimentos, parcelamento de salários e ataque aos servidores, além da venda do patrimônio público. Quem viveu nos anos 1990, lembra bem onde isso vai dar. O governador Britto, do mesmo PMDB, tentou a mesma coisa e pagamos a conta até hoje.

Novamente é preciso repetir: precisamos de uma política de segurança, de investimentos na segurança pública, de contratar mais policiais. Precisamos retomar os investimentos para o estado recuperar a sua economia. Mas precisamos, mais do que qualquer coisa, de governo. Pois, quando o governo não existe, a violência prospera como vemos acontecer no nosso estado. O papel dos policiais nessa situação é pressionar o governo. Já passou da hora das forças policiais darem um basta nesta situação. É preciso fortalecer a Operação Padrão, expondo a política de maquiagem na área de segurança do governo Sartori/PMDB. A população precisa saber que a suposta política de segurança do governo não passa de uma peça de publicidade. A violência continua crescendo e esse fim de semana foi uma prova disso.