UGEIRM pede suspensão de consignados para servidores atingidos pelos eventos climáticos
A UGEIRM encaminhou, nesta quarta-feira (30), ofício ao governador Eduardo Leite solicitando medidas emergenciais para os servidores atingidos pelos recentes eventos climáticos no Rio Grande do Sul. A entidade reivindica a suspensão temporária dos descontos de empréstimos consignados, sem cobrança de juros ou encargos adicionais.
As fortes chuvas, vendavais e quedas de granizo provocaram grandes prejuízos em diferentes regiões do Estado. Conforme o balanço da Defesa Civil citado no documento, mais de 54 mil pessoas haviam sido afetadas até segunda-feira (29). Mais de 8 mil residências também haviam sido danificadas, em números ainda preliminares.
Policiais também tiveram suas casas atingidas
Entre as famílias que enfrentam os prejuízos estão vários policiais civis. Colegas tiveram suas próprias residências atingidas e agora precisam reconstruir suas casas e recuperar bens perdidos.
São os mesmos policiais que estiveram na linha de frente durante as enchentes históricas de 2024. Naquele momento, policiais civis tiveram atuação decisiva no resgate de pessoas ilhadas e no atendimento às comunidades atingidas.
Neste ano, diante de novos eventos climáticos extremos, esses profissionais voltaram a atuar diretamente no socorro à população. Muitas vezes, cumpriram suas funções enquanto suas próprias famílias e residências também enfrentavam os efeitos das chuvas.
Para a UGEIRM, é fundamental que o Estado reconheça essa realidade e ofereça condições para que esses servidores possam reconstruir suas vidas.
UGEIRM cobra medida semelhante à adotada em 2024
No ofício, o Sindicato lembra que, após as enchentes de 2024, foi firmado um acordo com o Banrisul. A medida garantiu aos servidores diretamente atingidos quatro meses de carência nos empréstimos consignados. Não houve cobrança adicional de juros ou encargos, nem alteração no valor das parcelas.
A UGEIRM reivindica agora uma medida nos mesmos moldes. O prazo de suspensão deve ser compatível com a gravidade dos prejuízos, com critérios acessíveis para comprovação dos danos.
O Sindicato também defende um procedimento simples de adesão. As parcelas suspensas devem ser transferidas para o final do contrato, sem qualquer custo adicional aos servidores beneficiados.
“Estamos falando de colegas que precisam reconstruir suas casas e recuperar aquilo que perderam. Muitos desses policiais estiveram na linha de frente para salvar vidas em 2024 e voltaram a atuar nas enchentes deste ano. É justo que, agora, o Estado também estenda a mão para esses servidores”, afirma o diretor da UGEIRM, Cladio Wohlfahrt.
A suspensão temporária permitiria que os valores hoje destinados aos consignados fossem utilizados nas necessidades mais urgentes. Entre elas estão a recuperação das residências e a reposição de móveis, eletrodomésticos e outros bens essenciais.
A UGEIRM solicitou uma manifestação urgente do Governo do Estado e espera que as regras sejam definidas antes do próximo processamento da folha, caso seja tecnicamente possível.
