Pesquisadores da FEE alertam para perda de dados sobre desempregro

Da Redação

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na tarde desta terça-feira (27), por 46 votos a zero, o aumento de 1,81% para o salário mínimo regional, proposta feita pelo governo José Ivo Sartori (MDB). O número, que equivale a R$ 21, é próximo dos 1,78% que pediam entidades patronais e abaixo dos 2,07% de inflação no período e dos 4,5% pedido por entidades de classe.

O deputado Luiz Fernando Mainardi (PT) chegou a apresentar uma emenda que pedia a reposição inflacionária. O texto dele, que nem chegou a ser avaliado em Plenário, propunha reajuste de 4,17%. O projeto do Executivo foi aprovado após o líder do governo, Gabriel Souza (MDB) apresentar um requerimento de preferência para o projeto, aprovado por 24 votos contra 20, o que impossibilitou a apreciação das emendas apresentadas.

“Lamento a decisão da Assembleia. Ela revela falta de sensibilidade social e uma visão equivocada sobre o desenvolvimento regional. Infelizmente, a política de Sartori é concentrar renda, não distribui-la”, avalia o petista.

O salário mínimo regional, definido em cada estado, foi criado para as categorias que não tem piso salarial definido por lei. Em 2015, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 19% dos trabalhadores gaúchos tinha remuneração de até um salário.

Segundo avaliação do Partido dos Trabalhadores, o piso regional acumula uma perda de 2,06% desde o início do atual governo. Em 2016, no segundo ano de Sartori, o reajuste ficou abaixo da inflação pela primeira vez.