Mais de 100 presos nas delegacias gaúchas colocam policiais à beira de uma tragédia

A quarentena dos (as) policiais gaúchos (as) se torna cada vez mais ameaçadora. Na manhã desta terça-feira, mais de 100 presos lotavam as celas das delegacias gaúchas. Esta situação, somada com os surtos de coronavírus que pipocam nas delegacias pelo estado e o fracasso da política de distanciamento controlado do governo Eduardo Leite, é a receita perfeita para uma verdadeira tragédia entre os (as) policiais civis gaúchos (as).

No início da Pandemia do novo coronavírus, a direção da UGEIRM conseguiu aquilo que parecia uma grande vitória da categoria. A decisão do Tribunal de Justiça do RS (TJ/RS), determinava que o governo Eduardo Leite retirasse todos os presos das delegacias gaúchas, em um prazo de 72 horas. Em um primeiro momento, o governo cumpriu a determinação judicial, demonstrando que mais do que uma questão de logística, a manutenção dos presos nas delegacias do estado se tratava de um posicionamento político do governo. Em sua decisão, o TJ/RS qualificava a situação como um crime contra a humanidade.

Infelizmente, o que parecia uma vitória, em pouco tempo se tornou apenas mais uma decisão judicial descumprida pelos sucessivos governos gaúchos. Porém, o mais grave é que essa derrota não é apenas um revés para os (as) policiais civis, mas se trata de um ataque à população gaúcha como um todo. A manutenção dos presos nas celas das delegacias em plena Pandemia é, como bem disse o TJ/RS, um verdadeiro crime contra a humanidade. Manter mais de 100 pessoas em locais sem a mínima condição de qualquer isolamento social, é um verdadeiro passe livre para uma explosão de casos e mortes pela Covid-19.

De nada adiantam bandeiras de todas as cores, se o governador Eduardo Leite mantém um verdadeiro viveiro de vírus dentro das delegacias gaúchas. Achar que a epidemia do coronavírus vai ficar restrita às celas das delegacias, é de uma irresponsabilidade que coloca em risco toda a política de combate à Pandemia. O governo do nosso estado precisa entender de uma vez por todas, que a vida dos (as) policiais civis gaúchos (as) também importa!