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Operação Los Santos: trabalho exemplar da Polícia Civil atinge organização criminosa e bloqueia patrimônio milionário

Uma investigação conduzida pela 4ª Delegacia de Polícia de Canoas resultou em uma operação de grande porte contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A Operação Los Santos mobilizou cerca de 120 policiais, cumpriu 17 prisões preventivas e 22 mandados de busca e apreensão, além de atingir a estrutura financeira e patrimonial do grupo investigado.

Para a UGEIRM, o resultado é mais uma demonstração da qualidade, da capacidade técnica e do comprometimento dos Policiais Civis gaúchos, que seguem apresentando resultados expressivos no enfrentamento ao crime organizado, apesar das condições precárias de trabalho e da falta de uma política efetiva de valorização da categoria por parte do governo Eduardo Leite.

A investigação da 4ª DP de Canoas contou, na fase operacional, com o apoio de órgãos do Departamento de Polícia Metropolitano (DPM), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Polícia Civil de Santa Catarina. As ações ocorreram em Canoas, Sapucaia do Sul e Florianópolis.

Investigação identificou movimentação milionária

O trabalho investigativo começou após a prisão em flagrante de uma mulher, quando foram apreendidos drogas, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e comprovantes de pagamentos de cartões de crédito que ultrapassavam R$ 200 mil.

Com o aprofundamento da investigação, os policiais identificaram uma estrutura organizada para ocultar recursos provenientes do tráfico, envolvendo familiares e pessoas próximas, empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, pagamentos em espécie e operações com imóveis.

Os principais investigados teriam movimentado cerca de R$ 8,8 milhões entre 2020 e 2025, em valores incompatíveis com suas rendas e patrimônios declarados. Também foi identificado um provisionamento para saque de R$ 500 mil em uma agência bancária de Santa Catarina.

Segundo a investigação, enquanto a atividade criminosa tinha como base Canoas, parte dos recursos era direcionada à compra, venda e construção de imóveis em Florianópolis, dificultando o rastreamento do patrimônio.

Diante das provas reunidas, foram solicitadas medidas para bloquear aproximadamente R$ 11 milhões em contas bancárias, além da indisponibilidade de imóveis e veículos.

Os 17 alvos das prisões preventivas foram localizados e presos. Também foram apreendidos veículos de alto valor, incluindo uma Land Rover, uma Hilux SW4 avaliada em cerca de R$ 400 mil e um jet ski. Entre os armamentos apreendidos estão pistolas, espingardas, rifle e um fuzil T4 calibre 5,56. Imóveis também foram atingidos pelas medidas patrimoniais, sendo um deles avaliado em mais de R$ 2 milhões.

Trabalho de excelência apesar da falta de valorização

Para a UGEIRM, a Operação Los Santos demonstra o papel fundamental desempenhado pelos Policiais Civis na Segurança Pública. Uma investigação dessa complexidade exige qualificação, inteligência, análise de informações e meses de trabalho. O resultado merece o reconhecimento aos policiais envolvidos, especialmente aos servidores da 4ª DP de Canoas responsáveis pela investigação.

Para o vice-presidente da UGEIRM, Fabio Castro, a operação é mais um exemplo da capacidade e do comprometimento dos Policiais Civis gaúchos. “É um trabalho exemplar, que precisa ser reconhecido. Estamos falando de uma investigação complexa, que atingiu uma organização criminosa não apenas com prisões, mas também no seu patrimônio e na sua estrutura financeira. Esse resultado é fruto da qualificação, da dedicação e do profissionalismo dos Policiais Civis. O que não podemos aceitar é que esses mesmos policiais continuem trabalhando com falta de efetivo, estruturas precárias e acumulando perdas salariais. O governo precisa valorizar, na prática, os profissionais que fazem a Segurança Pública acontecer todos os dias”, afirma Fabio Castro.