Orientações para atuação policial enquanto durar o parcelamento de salários

No  mês de setembro, os policiais gaúchos completaram o 21º parcelamento do governo Sartori/PMDB. São 21 meses, onde os profissionais que são responsáveis pela segurança da população, têm que conviver com contas em atraso, dificuldade de suprir suas necessidades cotidianas e o total desrespeito por parte do governo do estado.

Neste mês, vivemos a situação absurda de chegarmos ao dia 10 e o salário depositado atingir o valor humilhante de R$ 800. Para o próximo mês, a previsão é mais sombria ainda, espera-se o encontro das folhas de pagamento. Ou seja, chegaremos ao fim do mês e os salários não terão sido integralizados.

Diante dessa realidade, a UGEIRM recomenda aos policiais uma série de medidas para pressionar o governo e demonstrar à população a nossa indignação. A única arma que possuimos para reverter essa situação, é o nosso trabalho.

Medidas contra o parcelamento de salários:

Departamentos e DPs

– Não cumprimento das metas estabelecidas pelo programa Qualificar;

– Os Agentes não devem ficar responsáveis pelo planejamento, organização e estruturação das operações policiais, essa tarefa deve ser executada pelos delegados responsáveis;

– Não participação em Operações Policiais enquanto os salários não forem integralizados;

– Após a integralização, a participação nas operações só devem se dar de acordo com as condições materiais e pessoais oferecidas, observando-se as questões legais referentes a diárias, equipamentos, pagamento de horas extras e/ou sua compensação por folga;

– Elaboração de relatórios somente pela autoridade policial

– Representação por MBAs, Prisões e Interceptações telefônicas devem ser solicitados somente por autoridade policial;

– Não publicização das Operações Policiais nas mídias, inclusive as sociais.

DPPAs, Plantões e Volantes

– Somente registros de ocorrência criminais;

– Lavratura de APF e locais de crime, somente com a presença da autoridade policial.